Tudo pode aquele que nada vê,
Permanece intacto aquele que mente,
E o si próprio se nega a crer,
A latência do coração que sente.
Nada pode aquele que deixa transparecer,
Aquela mesma verdade inconsequente,
Está fadado a se esquecer,
Perante a força incomparável do amor, impotente.
Talvez possa, quem faça o corte,
Talvez escape do destino de morte,
Escapará também então do amanhecer,
E de morto, em seus braços renascer.
Talvez faça a repetida graça,
Talvez nade e a praia jamais ache,
No infinito de cores que o coração transpassa,
Talvez encontre o coração que se encaixe.
Mas nada, jamais me leva a crer,
Que o impossível eu realize,
Tentar te esquecer,
E que pelo fogo dos teus olhos eu deslize.
O sorriso travesso e o olhar canhado,
O menino tropeço e o homem desajustado,
Que te olha sentada e te estende a mão,
Venha comigo pelo caminho até o meu coração.
Da flor, o desabrochar,
Do colorido, pintar,
Das alegrias, sorrir,
Das emoções, todas sentir.
Atração mais forte que a gravidade,
De todas as palavras, esquecer e silenciar,
Viver e sentir em diferente intensidade,
Me perder nos caminhos perpétuos do seu olhar.
E queimo de paixão com o cigarro em riste,
Ardo como a brasa do fogo triste,
As chamas descontroladas de um coração sensível,
Até que você chegue e em mim se derrame, combustível.
Sim.
Queime e deixe a chama liberta,
Da imensidão pela frente a desbravar,
A porta, se encontra aberta.
Faz meu coração do chão levantar.
Sem você, o nada.
Sem você, a chama apagada.
Sem você, o sol foge com medo e leva a iluminação,
Sem você, nuvem feia e trovão.
Só você, alegria do meu coração,
No eterno enlace dos nossos dedos,
Segure a minha mão,
Pois aquele você já tem, apaixonado e entregue coração.
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