Não existe sensação igual,
Encontro-me de pé prestes à pular,
Em nada ali aplicava-se a palavra normal,
E o vento constantemente tentando me derrubar.
Dou aquele sorriso de canto de boca,
A roupa dançando junto com os cabelos,
Devaneios de uma mente louca,
O nada ouve o silêncio dos meus apelos.
Abro meus braços, fecho meus olhos,
E prontamente me lanço ao mar,
Ouço seus conselhos, as ondas agem como espelhos,
Será que sei nadar?
Não.
Não nadarei no mar da escuridão,
Nem me moverei no mar da solidão,
Sozinho jaz afundando o meu coração,
Fecho meus olhos e me afogo então?
Não.
Vejo estendida a sua mão,
Chama pelo meu, o seu coração,
O mar em preto e branco ganha cor,
As cores vivas e quentes do que se chama de amor.
Ar.
Ar dentro do mar?
Consigo respirar, que alegria do ser,
Você veio para me salvar? Não consigo entender,
Este singelo marujo,
Que todos cismam em esquecer.
Segure minha mão,
Me puxe com calma,
Tome meu coração,
E leve junto a minha alma.
Sussurro a promessa que ninguém prometeu,
Meu lábio confessa junto do seu,
Me traz a sensação de calor que meu corpo esqueceu,
E segure meu coração, porque ele é só teu.
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