Eu só quero uma estrada velha de chão batido no meio do mato,
Pra que eu possa andar...
Sem ter pra onde ir,
Sem saber pra onde ir,
Sem lugar nenhum pra chegar,
Sem ninguém pra encontrar,
Sem ninguém pra me despedir,
Sem hora pra voltar,
Sem certa direção,
Sem a dor no coração,
Sem fome, frio, sede, ou dor,
Apenas andar até sumir da visão,
Do desconhecido espectador.
E se eu for o primeiro a prever,
E poder desistir do que for dar errado?
Não sei. Eu já nem sei dizer ao certo o que sou,
Flashes, lasers, luzes psicodelismo acelerado,
Já nem sei por qual caminho eu vou,
Eu sigo, atordoado.
O moço cambaleia pela estrada,
A garrafa de uísque nas mãos,
Aparência rude e maltratada,
Despertos, desesperados cidadãos.
O moço vai,
Sem saber aonde ir,
Trôpego, cai,
E vê o vermelho vivo de seu sangue se esvair.
Se esvai o vermelho no barro,
Nos olhos o seco da poeira,
Não permite que se apague o cigarro,
Anda o moço sem eira nem beira.
O moço sempre andara pela mesma estrada,
De terra batida,
Às vezes lama ensopada,
A estrada do chão de sonhos e imagens esquecidas.
Entretanto, o moço se depara com a novidade,
Trêbado, cambaleante, e fedendo a fumaça,
Não sabe ao certo se é solução ou adversidade,
Queria pedir ajuda ao primeiro que passa,
Mas ninguém concede essa graça,
Esse caminho é só teu, moço.
A placa turva e riscada ele lê,
Para esquerda a incerteza,
Para direita a certeza de não ter nenhuma certeza,
Olha pros dois caminhos mas não sabe o que vê.
O tapa no ombro sente com certa dificuldade,
Olha pra trás e o velho encontra,
Oh maravilhosa perplexidade,
Pro caminho que ele segue moço, ele velho vem contra.
O moço pergunta que caminho seguir,
O velho se lembra que moço não sabia onde ir,
E o tempo corre feito laço querendo dar nó,
O tempo corre pros dois eles e ele só.
O velho já sabe o que vem pelo alto e no fundo do poço,
Mas ficam parados olhando a placa que divide os dois caminhos,
Dois dois estão juntos mas nunca foram tão sozinhos,
Não sabem o que fazer, o velho e o moço.
Esperam pra ver.
Não sei. Eu já nem sei dizer ao certo o que sou,
Flashes, lasers, luzes psicodelismo acelerado,
Já nem sei por qual caminho eu vou,
Eu sigo, atordoado.
O moço cambaleia pela estrada,
A garrafa de uísque nas mãos,
Aparência rude e maltratada,
Despertos, desesperados cidadãos.
O moço vai,
Sem saber aonde ir,
Trôpego, cai,
E vê o vermelho vivo de seu sangue se esvair.
Se esvai o vermelho no barro,
Nos olhos o seco da poeira,
Não permite que se apague o cigarro,
Anda o moço sem eira nem beira.
O moço sempre andara pela mesma estrada,
De terra batida,
Às vezes lama ensopada,
A estrada do chão de sonhos e imagens esquecidas.
Entretanto, o moço se depara com a novidade,
Trêbado, cambaleante, e fedendo a fumaça,
Não sabe ao certo se é solução ou adversidade,
Queria pedir ajuda ao primeiro que passa,
Mas ninguém concede essa graça,
Esse caminho é só teu, moço.
A placa turva e riscada ele lê,
Para esquerda a incerteza,
Para direita a certeza de não ter nenhuma certeza,
Olha pros dois caminhos mas não sabe o que vê.
O tapa no ombro sente com certa dificuldade,
Olha pra trás e o velho encontra,
Oh maravilhosa perplexidade,
Pro caminho que ele segue moço, ele velho vem contra.
O moço pergunta que caminho seguir,
O velho se lembra que moço não sabia onde ir,
E o tempo corre feito laço querendo dar nó,
O tempo corre pros dois eles e ele só.
O velho já sabe o que vem pelo alto e no fundo do poço,
Mas ficam parados olhando a placa que divide os dois caminhos,
Dois dois estão juntos mas nunca foram tão sozinhos,
Não sabem o que fazer, o velho e o moço.
Esperam pra ver.
Não Sabe.
Sinto que pela primeira vez na minha vida, eu não tenho nenhuma direção.
Mas também sinto como se não precisasse de uma.
Que tipo de anormalidade me causa essa sensação?
É sentir tudo ao mesmo tempo e não sentir coisa alguma.
Contradições flutuantes numa incessante decisão.
A nuvem da dúvida passa, em suma.
Ele olha o reflexo dos óculos escuros no espelho torto,
Se vê, múltiplas vezes, dentro da lente até desaparecer,
Não sabe quantos dele mesmo ainda estão ali e qual está morto,
Só sabe que não chega há tempos, o seu amanhecer.
Porque?
Não sabe.
Não sabe o que falta, apesar de dar conta da falta,
Não sabe o que o move, apesar de se mover,
Não sabe pra onde anda, apesar de continuar caminhando,
Não sabe o caminho e entra em qualquer canto.
Sabe pelo menos quem está com ele?
Não sabe.
Ele grita mas a voz não sai,
Ele corre mas não acha nada nem ninguém,
E de todo o barulho que ouvi, da onde veio?
E toda essa gente, porque o receio?
Não vê o fim, esqueceu-se do começo, e está perdido no meio.
Ele senta no chão, no fundo da cratera,
Senta, passa a mão em volta dos joelhos e espera...
...O que? Quem? Quando? Por quê?
Não sabe.
Ele admite a descida da única lágrima, após pensar nisso tudo.
Mas também sinto como se não precisasse de uma.
Que tipo de anormalidade me causa essa sensação?
É sentir tudo ao mesmo tempo e não sentir coisa alguma.
Contradições flutuantes numa incessante decisão.
A nuvem da dúvida passa, em suma.
Ele olha o reflexo dos óculos escuros no espelho torto,
Se vê, múltiplas vezes, dentro da lente até desaparecer,
Não sabe quantos dele mesmo ainda estão ali e qual está morto,
Só sabe que não chega há tempos, o seu amanhecer.
Porque?
Não sabe.
Não sabe o que falta, apesar de dar conta da falta,
Não sabe o que o move, apesar de se mover,
Não sabe pra onde anda, apesar de continuar caminhando,
Não sabe o caminho e entra em qualquer canto.
Sabe pelo menos quem está com ele?
Não sabe.
Ele grita mas a voz não sai,
Ele corre mas não acha nada nem ninguém,
E de todo o barulho que ouvi, da onde veio?
E toda essa gente, porque o receio?
Não vê o fim, esqueceu-se do começo, e está perdido no meio.
Ele senta no chão, no fundo da cratera,
Senta, passa a mão em volta dos joelhos e espera...
...O que? Quem? Quando? Por quê?
Não sabe.
Ele admite a descida da única lágrima, após pensar nisso tudo.
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