O trago percorre o caminho tortuoso,
Não sabe se é a fumaça,
Ou se é parte do espírito que passa,
Girando, torcendo, andando formoso.
O pensamento corre pra lá e pra cá,
Dúvidas, questões,
Suposições, no final, confusões,
Aquele que é confuso desde já.
Os olhos ele fecha,
O cheiro de baunilha ainda no ar,
Os entreabre em uma brecha,
Pra ver nas sombras a fumaça dançar.
Ele corre, corre, corre, querendo chegar,
Ele pula, cai,
Olha pra todos os lados e não vê ninguém,
Desperta, ofegante, mas sem ao menos sair do lugar.
Decisões que se encontram na bifurcação à frente,
Se nada agora pode fazer, ele só nada,
Segue contra a corrente,
Em meio à todo esse mar de gente.
Mas como tudo perceber?
Como dar conta do recado?
Vendo a fumaça desaparecer,
Nas sombras do fumo queimado.
As Respostas.
No chão ele crava a pá,
Cava sem direção precisa,
Em baixo dele não sabe o que há,
A pá desfere golpes na terra de forma indecisa.
Cava incessantemente não sabendo o que esperar,
Nos calos, depressões, planaltos e encostas,
Não saberia sua reação ao encontrar ,
Em baixo da terra, as respostas.
O cansaço o vence e ele não cava direito,
Não sabe ao certo,
Se foi cansaço ou a crescente angústia no peito,
Ou o medo do incerto.
Ele acelera o movimento,
Sente a respiração ofegante,
Não acha contento,
Na busca incessante.
Ele corre, cansado,
Passa correndo pelas sombras, que murmuram,
Ele foge, atormentado,
Enquanto seus medos se envultam.
Ele cai sob seus joelhos,
A mão nos ouvidos,
A lágrima espirra,
A voz emudece.
O cigarro apaga...
Ele se levanta, continua correndo,
Se frustra, para no mesmo lugar,
Se encanta, com a luz esbranquecendo,
E revelando o que ele estava a cavar.
A terra era molhada de lodo,
Os buracos, partes do todo,
O que cavava era na verdade seu corpo,
As respostas, no fundo da terra de seu coração.
A questão.
Queria revelá-las para si, ou deixaria tudo morto?
O Vento Frio Que Sopra.
O vento frio que sopra é curioso,
Vem do mar,
Do bem-estar,
Do que é maravilhoso.
A manhã fria de sol sussurra no ouvido,
Com o vento, no ouvido esquecido,
Que nem o pior vento cortante,
Vai tirar do meu peito o calor gigante.
Dos sussurros confusos a certeza,
Que dentro de todo frio, há um calor,
Em você, a beleza,
Dentro de mim, um amor.
Eu,
Pra você chamar de seu,
Soberana, sozinha,
Nos meus braços pra eu chamar de minha.
Mesmo ficando só com água na boca e desejo,
Não conhecendo seu beijo,
Eu já não quero mais saber de um mundo sem cor,
Mundo que vivia, vivia sem o teu calor.
Que eu continue reclamão e esquisito,
Que você seja linda e charmosa,
Que o calor abraço seja infinito,
Que eu prove logo o sabor da tua boca gostosa.
Ingratidão?
Não.
Paixão.
Vem do mar,
Do bem-estar,
Do que é maravilhoso.
A manhã fria de sol sussurra no ouvido,
Com o vento, no ouvido esquecido,
Que nem o pior vento cortante,
Vai tirar do meu peito o calor gigante.
Dos sussurros confusos a certeza,
Que dentro de todo frio, há um calor,
Em você, a beleza,
Dentro de mim, um amor.
Eu,
Pra você chamar de seu,
Soberana, sozinha,
Nos meus braços pra eu chamar de minha.
Mesmo ficando só com água na boca e desejo,
Não conhecendo seu beijo,
Eu já não quero mais saber de um mundo sem cor,
Mundo que vivia, vivia sem o teu calor.
Que eu continue reclamão e esquisito,
Que você seja linda e charmosa,
Que o calor abraço seja infinito,
Que eu prove logo o sabor da tua boca gostosa.
Ingratidão?
Não.
Paixão.
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