Oh, a dúvida.
A dúvida é a mais cruel das sensações,
Te deixa num estado inflexível de ser e não ser,
E não te deixa viver nenhuma das duas emoções.
Oh, a raiva.
A raiva é natural, é da sorte,
Do sangue espirrado,
O corte.
Oh, a ansiedade.
Aquela sensação de estômago socado,
Vomitar e não vomitar,
O ar fica entalado.
Oh, a súplica.
A súplica para sair desse estado,
Preces sussurradas e jamais ouvidas,
Do insano que jaz deitado.
Oh, as cores.
Os olhos dançando no escuro enxergam as cores,
Do meu mundo que era em preto e branco,
Defino os amores.
Oh, selvagens corações.
Aqueles que são rebeldes até o final das canções,
Dançam o último tango a se amar,
E explodem uns nos outros em estampidos de paixões.
Oh, selvagem coração.
Aquele que vaga de bar em par,
Aquele que sai a procura de par em par,
Aquele que jaz em sua mão.
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