Irei quebrar com todas as tendências,
Não darei abertura para todas as maledicências,
Não emprestarei mais meus ombros para qualquer lamento,
Queira perdoar-me se não procuro por mais um tormento,
É que este cansado ser,
Se deita sem perceber,
O que a sua volta está a acontecer,
Mas para que fim, entender?
Bastam apenas segundos para eu me contradizer,
Restam apenas décadas para que eu consiga esquecer,
Me empresta o seu sonho de veludo?
Não quero nada querendo tudo,
Prometo saber nadar mas eu me afundo,
E fecho devagar meus olhos vendo as bolhas flutuarem,
Queria segurá-las todas, mas eu grito: "Não parem!"
E assisto mais uma vez a vida do rei,
Indo embora do jeito que eu sei.
Não sei se sou carneiro ou se sou lobo,
No meu reino sou o Rei e o Bobo,
Os sorrisos sangrando no rosto entalhado,
Porque quero que você ria de todas as comédias,
Já que escrevo sobre pecados,
E não sobre tragédias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário