Amor e Paz ao Iluminado.

Irmão de causa, não te aflijas.
Não desejo o teu mal, não te quero aquilo que é ruim.
Vejo-te imerso numa profunda luz e serenidade,
É o que desejo para ti, que não conheço,
Como desejo para todos,
Como manda nosso credo anarquista.

Acalme teus sentimentos, Iluminado,
Às vezes os caminhos da vida nos levam para lugares diversos.
Alimente-se do amor que tens, Iluminado,
Desse lindo sentimento só há de brotar o bem.
Luz, Iluminado, para eu e você.

Da flor que sentiste o cheiro, não te preocupes,
Ei de regá-la todos os dias com precioso esmo,
E não há de ser isto uma afronta à vossa serenidade,
Apenas um desejo de tranquilidade mútua.
A flor não carece de espinhos,
Não enxergo mal em vossa causa,
Mas os passos que dá em direção à flor machucam o solo,
Sufocam as raízes,
Não porque queres, tenho certeza,
Mas porque a situação assim prevê.

Se preocupa-te com a flor,
Assim como eu,
Evite de forçar o retorno do passado,
Eis que esse solo agora é sensível às passadas,
Mas que não há de existir hostilidade eterna.
É um pedido, daquele que deseja paz,
E te deseja luz, felicidade.

Sei que na tua caminhada penosa,
Irás encontrar uma flor que irá te cativar,
Como no Pequeno Príncipe.

Irmão de causa, Iluminado,
Peço-te que me deixe regar a flor todo dia,
Que me deixe exibir a flor ao sol,
É a minha vez de fazê-lo, rogo,
E que acredite na filosofia vã de um desconhecido,
Um desconhecido que só lhe deseja luz e sossego pr'alma.

Irmão de causa,
Sabeis que não é de guerra que deve viver o nosso mundo,
Não olho para ti com olhos maldosos, nem com desejo de competição,
Não manifesto-me em espaços virtuais sociais pensando no teu mal,
Nem quisera eu manifestar-me em prol de agressões à vossa pessoa,
Porque dentro de minhas convicções desejo-te o bem,
Como desejo-te a vitória, a felicidade.

Só te peço paz, irmão Iluminado,
Que desta vida só se levam os sorrisos.
Acalente seu espírito de forma que as pétalas da flor não caiam,
Pois não é bela, a mais bela flor?
Sei que concordas comigo, mantemo-la, pois, assim?
Aniquilo-me aqui, a morte do ego,
E nutro esperanças de que faça o mesmo,
Não por este que vos fala,
Mas pelo bem sumo da flor,
Pois sei que é isso que desejas também,
Para que da flor não se esvaiam mais pétalas.

Iluminado,
A simplicidade do verbo que contém o desejo mais sublime, sussurra-te:
Paz.

Vincius Giglio Uzêda.

(Nota: Não resigno-me à ignorância e à hostilidade, somos seres de uma sociedade civilizada, sinta-se livre para responder via comentário, a palavra de um libertário tal qual você, assegura-te que não serei descortês.)