Escrevo uma carta para Nóia,
Pedindo que ela me deixe em paz,
Mas a Nóia me persegue,
Já disse para Nóia que fique lá pra trás,
Um canto de olho e a Nóia lá está,
Uma palavra fora de hora e a Nóia vem reclamar,
Já disse para Nóia que não seja minha sombra,
O canto da Nóia no pé do meu ouvido me assombra.
Pára Nóia, pára,
Assim eu não me aguento,
Pára Nóia, pára,
Pra todo espaço da alma que olho há lamento.
Até a Nóia tá presa na espiral da paranoia,
Nóia, ponha-se no teu caminho,
Já disse para Nóia,
Não ponha meu sossego em desalinho.
Nóia, não coloque sua mão fria em minha medula,
O gelado do temor, digo para Nóia, me anula,
E a vontade de não sair da mesma posição,
Eu digo para Nóia, é apenas falta de disposição. (Não)
O medo do processo constante de ter medo,
E de ter medo de ter medo não faz,
Já disse para Nóia,
Acho que não serei capaz.
Em todos os cantos dos cantos a Nóia sossega,
Em todas as vitrines, cabines,
Espaços vazios da mente,
A Nóia escorrega.
O soco do inesperado e o pânico do desconhecido,
Já disse para Nóia, doem.
As pernas bambas que não irão me sustentar,
Nos joelhos, elas caem.
Pára Nóia, pára.
Estou tão perdido dentro de um aquário encarnado em peixe,
Pára Nóia, não precisa ir,
Não quero ficar sozinho, não me deixe.
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