O lunático está no gramado.
Sim, este lunático sequelado.
O lunático em tudo quer por fogo.
O lunático perdeu o jogo.
O lunático está na sala.
O lunático não se cala.
O lunático não dança.
O lunático não se cansa.
E se a represa quebrar antes do esperado?
Deixe que corra esse rio de lágrimas em que o lunático é banhado,
E se não houver espaço em cima da colina?
Que ele desça o morro empurrado,
Pela raiva do vento e do céu enevoado.
O rugido do infinito,
O pedregulho descolado.
E se a sua cabeça também explodir com o mau presságio?
Conseguirá entender que foi só um estágio?
Esse sonho não faz sentido algum.
I'll see you on the dark side of the moon.
O lunático está na minha cabeça.
O lunático está na minha cabeça.
O lunático ri, e eu quero que ele desapareça.
Eu o mando embora esperando que ele me desobedeça.
Você ergue a lâmina, e pode fazer a mudança,
O lunático não dança,
O lunático não cansa.
Você tranca a porta e joga a chave fora,
A palavra corta, e sua alma chora.
Há alguém na minha cabeça, que não sou eu,
O lunático encontra, nenhum sentido no eu,
E se a nuvem explodir,
E um trovão desabar no seu ouvido?
Quando se grita e ninguém parece ouvir,
Terá entendido?
E se a sinfonia que você estiver, tocar tons diferentes,
Sem sentido nenhum,
I'll see you on the dark side of the moon.
O lunático está no gramado.
O lunático viaja acordado.
O lunático está no gramado.
O lunático vê tudo nublado.
A fumaça do cigarro?
Ou o sol escondido?
Escuridão no carro,
Do lunático arrependido.
O lunático está no gramado.
E na fumaça viaja acordado.
Rolando em meio suas dores,
Enxergando todas as cores,
Do lunático psicodélico que sou,
Do lunático que não voltou.
O lunático errante permanente,
O lunático pensante indecente,
O lunático que morreu e cinzas virou,
O lunático que entendeu o lunático que sou.
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