Eu tenho SÉRIOS problemas com dosagem. Seja do que for.
A própria palavra dosagem, já me causa incômodo.
Dosar. Analisar. Medir. Controlar.
Controlar.
Não, eu não sou uma pessoa de muito auto-controle. E acho que de certa forma isso fica exposto através das minhas ações. De que forma? A maldita da dosagem. Não que eu não tenha qualquer tipo de dosagem. Não, não é isso. Apenas o meu senso de dosagem possivelmente é um dos piores desse planeta terra.
Eu não doso a hora de dormir, eu sou apagado.
Eu não doso o meu tempo na internet, eu sou viciado.
Eu não doso meus sentimentos, eu sou retardado.
Eu não doso o meu tempo, esse idiota alucinado.
Eu, não, doso.
É, por mais que isso seja muito prejudicial, eu realmente não doso essas e outras coisas. Mas veja, o não-dosar, pode ser tão bom, quanto ser tão ruim. Não, na verdade, pensando melhor, acho que é totalmente ruim. Ao não dosar o meu tempo na internet, eu me tornei escravo de uma máquina, escravo de uma situação. O excesso de tempo meu na internet, fez com que eu me entregasse ao ócio, e não dosasse muito bem o nível das minhas ações, nem dos meus sentimentos. A internet, esse progresso da humanidade, me arruinou com o passar dos anos, e agora, ela deu seu golpe final. Mas, creio que a partir de agora, eu conseguirei dosar isso muito melhor.
Mas acho que o problema axial é a dosagem dos meus sentimentos. Atrelados ao tempo, ou não. Porque eu até entendo que certas coisas saem do nosso controle, mas não ter controle de jeito nenhum, é terrível.
Eu não consigo dosar, quantidades precisas e exatas de quão rápido eu me envolvo ao conhecer alguma pessoa nova. Meu chapéu pra quem consegue. Eu me aproximo muito rápido de uma pessoa, só não consigo realmente definir pra mim se isso é um problema, ou é uma solução. Acho que fui introspectivo por tanto tempo, que agora ao descobrir minha extroversão, não sei como lidar com ela. É, é possível que seja isso.
O prazer da descoberta, do novo, me faz querer me alimentar mais e mais dessa sensação. Que tipo de sensação é? Hum. Acho que uma sensação de identificação, talvez? Pode ser. Mais que isso. Acho que é a sensação de querer ter pra perto de si, e não se sentir só. Eu odeio me sentir só. Meu chapéu para quem não odeia.
O prazer da descoberta do novo, uno à segurança e fortaleza do antigo, são os ingredientes primordiais na minha insólita receita para a felicidade. Essa receita é singular, e por isso, pode causar estranheza para aqueles que nunca a viram antes. Compreensível. Incompreensível. Não sei, realmente não consigo entender.
Mas, a teoria mais plausível para mim é que o tempo, passado (A segurança do antigo), não se dá bem com o futuro (O prazer da descoberta do novo), tanto que há necessidade do presente, de ficar entre os dois, e apartar essa briga infindável. O presente, acredito, são as minhas ações. Incompreendidas por mim, e pelo passado, elas em muitas vezes rompem com traços da segurança do antigo, para dar espaço ao prazer da descoberta do novo. Isso não é fácil, nem feliz, tão pouco evitável. Porém, como não tenho o menor controle sobre isso, julgo então que seja necessário.
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