Ele se levanta.
Está perdido sob corredores escuros, sem sinal de fogo, sem sinal de luz, sem sinal de vida.
Ele grita, ninguém o ouve,
Ele tateia, não encontra nada,
Não há outra esperança se não andar pelos corredores obscuros e esperar encontrar algo.
Logo não sabe o quanto já andou, e por quanto tempo já andou.
Foram horas? Dias? Semanas?
Sentia-se mais perdido do que achava que estava, até que...
Ouviu bem de leve, ao fundo, o som de um choro,
Saiu correndo na direção do que julgou ser a origem do som, até que chegou numa sala redonda,
No centro, havia uma mulher sentada com a cara enterrada nos joelhos, e chorava copiosamente,
Tudo era escuro, mas a mulher explodia em luz, brilhava com calor,
Era vida, naquele lugar horroroso e escuro.
Tirou a cara dos joelhos pois ouviu ele se aproximar,
Era a mulher mais linda que ele já tinha visto no mundo.
"Porque choras, linda mulher?"
Não houve resposta.
"Não te aflijas, eu te protegerei de todo o mal que assola este lugar."
"Não", ela disse, "Você vai embora como todos os outros".
Ele sorriu, e ela o fitou torto.
"Porque você ri?"
Ele ainda rindo: "Porque sei que vou ficar, e te proteger, até o final."
E lhe abraçou.
Nunca sentira tanta vida, tanto calor, segurança e paz, em um só abraço.
E parecia mesmo que antes daquele abraço, jamais existira vida alguma pra ele.
O momento foi cortado pelo som de passos furiosos na escuridão, e um pedido desesperado.
"São eles, vá enquanto há tempo, salve-se e me deixe, me deixe!" Mas murmurou muito baixo, de forma quase inaudível: "Por favor, não se vá, não me deixe mais sozinha.".
Ele a levantou, a tomou em seus braços e depois de um abraço, se virou de costas para ela em direção ao barulho que vinha crescente.
"Quem vem lá?" Ele gritou.
Vozes macabras responderam vários sentimentos horríveis e bizarros, todos que iam engolir a bela moça, e isso, ele jamais deixaria que acontecesse.
"Não deixarei que cheguem perto dela" vociferou.
"Isso não cabe a você." Disseram todas as vozes macabras em uníssono.
Sentiu tudo ao mesmo tempo se aproximar,
Como a mulher era de estatura pequena, ele pôs seu corpo sobre o dela,
Sentiu nas suas costas todo o peso e garras da escuridão que se punha sobre ele.
A mulher gritava: "Não quero você aqui, não preciso de você, não preciso de ninguém, deixe-me ser engolida pelo que vem."
Ele se contentou em responder o básico:
"Sinto muito, eu não sairei do seu lado, nunca mais."
"Você sabe que eu ainda vou sair do seu, não sabe?"
"Sim, mas pelo menos, valeu uma vida inteira ao seu lado. Em um momento, eu tive um significado maior do que em uma vida inteira."
A escuridão berrava de ódio.
"Que tipo de poder é esse, o qual eu não posso perpassar?"
Ele se virou e olhou nos olhos dela,
"É amor."
Lhe deu um abraço, e tudo irrompeu em uma explosão de luz, cor, sentindo, e alegria.
"Porque você fez isso? Porque você me tirou de lá? Aquilo era tudo problema meu, você tinha era que ter deixado eu perecer, diante de tudo aquilo que veio me buscar. Porque, você, me, salvou?" A mulher chorava e socava o homem no peito.
"Você é a minha vida agora, e eu, vou te proteger de tudo que for ruim, querendo você, ou não. E eu não vou a lugar algum, mesmo que você queira. Estou aqui, para ficar."
Ele a beijou, e tudo rodou ao seu redor, as coisas passavam, os dias voavam, o tempo rugia e eles continuavam ali. o chão mudava, o cenário virava, as coisas e as pessoas passavam, e eles continuavam ali.
Os amantes que não respeitavam o Senhor Tempo, entrelaçados pela eternidade. E a eternidade se fez.
And The Waves...
Como uma onda no mar,
Que se prepara com vigor,
Pra subir e quebrar,
Assim eram os movimentos do amor.
O Sol poente,
Seu olhar,
Você em minha mente,
Nossos rostos se atraindo e fugindo ao se beijar.
Devagar a noite cai,
E meu coração só pulsa mais forte,
Você em meus beijos e abraços,
Que cara de sorte.
Intensa aproximação,
Um tanto quanto essencial,
O sim claro e em seguida o não,
Pra me deixar louco, de forma sensual.
Eu, você, nós,
A explosão provocada pela centelha,
Em meu ouvido, sua voz,
Em meus dentes, sua orelha.
Do sol cristalino e opaco,
Sem limites pro carinho,
Eterna procura do ponto fraco,
De todas as sensações experimentadas, a de não estar mais sozinho.
Que se prepara com vigor,
Pra subir e quebrar,
Assim eram os movimentos do amor.
O Sol poente,
Seu olhar,
Você em minha mente,
Nossos rostos se atraindo e fugindo ao se beijar.
Devagar a noite cai,
E meu coração só pulsa mais forte,
Você em meus beijos e abraços,
Que cara de sorte.
Intensa aproximação,
Um tanto quanto essencial,
O sim claro e em seguida o não,
Pra me deixar louco, de forma sensual.
Eu, você, nós,
A explosão provocada pela centelha,
Em meu ouvido, sua voz,
Em meus dentes, sua orelha.
Do sol cristalino e opaco,
Sem limites pro carinho,
Eterna procura do ponto fraco,
De todas as sensações experimentadas, a de não estar mais sozinho.
Escape From Reality In The Sounds Of Silence.
Experimentar o todo de uma só vez,
Sentir fluir o sangue e o pensamento,
Acariciar sua tez,
Pulsa forte o sentimento.
Um sussurro, uma voz,
Um ouvido, sem eu ou nós,
Um olhar, uma essência,
O cheiro que busca a alma à grudar.
Aos poucos sumia o redor,
Ao som do anjo que conhecia de cor,
Até que não restou paisagem que se trace,
A não ser o brilho de sua face.
Fiquei embriagado com a sua presença,
O entorpecer do teu olhar,
Me fez parado, flutuar.
Meus braços,
Seus abraços,
Em meus braços,
Mais abraços,
Beijos, afagos,
Até que...
Em um soco de realidade me decomponho,
Devagar e muito rápido, ou um sonho?
Fuga da realidade nos sons do silêncio,
Teimosia, culpa onde não há.
Felicidade te aguarda, deixa estar...
Meu corpo todo se move mas continuo parado,
Enebriado, pelo seu prático efeito,
Embriagado, pelo deleito,
De sentir tudo girar e não se mover,
De sentir-se correndo mas sem correr,
De ouvir tudo mas não entender,
De estar verdadeiramente perdido porém mais certo do que nunca, encontrado.
Sentir fluir o sangue e o pensamento,
Acariciar sua tez,
Pulsa forte o sentimento.
Um sussurro, uma voz,
Um ouvido, sem eu ou nós,
Um olhar, uma essência,
O cheiro que busca a alma à grudar.
Aos poucos sumia o redor,
Ao som do anjo que conhecia de cor,
Até que não restou paisagem que se trace,
A não ser o brilho de sua face.
Fiquei embriagado com a sua presença,
O entorpecer do teu olhar,
Me fez parado, flutuar.
Meus braços,
Seus abraços,
Em meus braços,
Mais abraços,
Beijos, afagos,
Até que...
Em um soco de realidade me decomponho,
Devagar e muito rápido, ou um sonho?
Fuga da realidade nos sons do silêncio,
Teimosia, culpa onde não há.
Felicidade te aguarda, deixa estar...
Meu corpo todo se move mas continuo parado,
Enebriado, pelo seu prático efeito,
Embriagado, pelo deleito,
De sentir tudo girar e não se mover,
De sentir-se correndo mas sem correr,
De ouvir tudo mas não entender,
De estar verdadeiramente perdido porém mais certo do que nunca, encontrado.
Lonely Is The Night.
Solidão é,
O desespero ardente,
O ardor intrínseco,
Do eu inconsequente.
Solidão é,
Cegueira no claro,
Enxergar todos e não ver ninguém,
Desespero do sem cheiro no faro.
Solidão é,
Desesperança,
Desentendimento,
Do coração que se cansa.
Quisera eu parar o mundo com as mãos,
Sacudi-lo com vigor,
Abalar todos os cidadãos,
Gritar pra tudo e pra todos que tenho amor.
Ao invés,
Olho apático pela janela morta, o vivo,
Percorro muitos caminhos por um só viés,
Pra chegar na estante torta, e por o livro.
O mundo gira,
O olho mira,
A sala, meu quarto minha vida gira,
O cérebro, pira.
De joelhos e com lágrimas no rosto,
Ao ouvido vem o sussurro,
Do disposto,
Por levar o meu murro.
E o quão gigante ele é,
É o quanto ele consegue aguentar,
Pode ir até,
Onde o universo continuar.
Pro seu desequilíbrio, minha mão,
Pro seu desespero, meu abraço,
Pra sua solidão, meu coração,
Pra confusão, o laço,
Pra todo o mal, a salvação.
Conte comigo nesse estado,
Como conta com o ar que respira pra viver,
Conte comigo ao seu lado,
Pra quando cair em meus braços eu te receber.
O desespero ardente,
O ardor intrínseco,
Do eu inconsequente.
Solidão é,
Cegueira no claro,
Enxergar todos e não ver ninguém,
Desespero do sem cheiro no faro.
Solidão é,
Desesperança,
Desentendimento,
Do coração que se cansa.
Quisera eu parar o mundo com as mãos,
Sacudi-lo com vigor,
Abalar todos os cidadãos,
Gritar pra tudo e pra todos que tenho amor.
Ao invés,
Olho apático pela janela morta, o vivo,
Percorro muitos caminhos por um só viés,
Pra chegar na estante torta, e por o livro.
O mundo gira,
O olho mira,
A sala, meu quarto minha vida gira,
O cérebro, pira.
De joelhos e com lágrimas no rosto,
Ao ouvido vem o sussurro,
Do disposto,
Por levar o meu murro.
E o quão gigante ele é,
É o quanto ele consegue aguentar,
Pode ir até,
Onde o universo continuar.
Pro seu desequilíbrio, minha mão,
Pro seu desespero, meu abraço,
Pra sua solidão, meu coração,
Pra confusão, o laço,
Pra todo o mal, a salvação.
Conte comigo nesse estado,
Como conta com o ar que respira pra viver,
Conte comigo ao seu lado,
Pra quando cair em meus braços eu te receber.
All The Little Things.
Quanto tempo se passou?
Um dia, um ano,
Meu coração, meu plano,
Vem, não demora,
Um segundo, uma hora.
Um olhar,
Uma expressão,
Uma pontada, um soco de ar,
No vazio que era meu coração.
A efemeridade do momento,
Horas se arrastando,
Pequenas explosões sincronizadas de sentimento,
Segundos insanos, voando.
Longura de milésimos,
Encontro de mundos,
Sentado vendo passar os centésimos,
Pulando de canto em canto entre os segundos.
Inquietude, saber,
Magnitude do gostar,
Felicidade plena criada,
De dentro do meu peito vindo do nada.
Solidão, findada.
Paixão, efervescente,
Mãos entrelaçadas,
Delírios de um coração inconsequente.
Quero que passe tudo rapidamente devagar,
Quero ver o tempo correndo pra se arrastar,
As cicatrizes do perturbado e bonito,
Coração que anseia o infinito.
Um dia, um ano,
Meu coração, meu plano,
Vem, não demora,
Um segundo, uma hora.
Um olhar,
Uma expressão,
Uma pontada, um soco de ar,
No vazio que era meu coração.
A efemeridade do momento,
Horas se arrastando,
Pequenas explosões sincronizadas de sentimento,
Segundos insanos, voando.
Longura de milésimos,
Encontro de mundos,
Sentado vendo passar os centésimos,
Pulando de canto em canto entre os segundos.
Inquietude, saber,
Magnitude do gostar,
Felicidade plena criada,
De dentro do meu peito vindo do nada.
Solidão, findada.
Paixão, efervescente,
Mãos entrelaçadas,
Delírios de um coração inconsequente.
Quero que passe tudo rapidamente devagar,
Quero ver o tempo correndo pra se arrastar,
As cicatrizes do perturbado e bonito,
Coração que anseia o infinito.
Disorder, Disorder, Disorder.
Este turbilhão imenso de emoções,
Jamais esteve tão fortemente confuso,
Ansiosos corações,
Caindo na lei do uso e desuso.
Desprezo pelo apreço,
Sentimentos de desentendimentos,
No ânimo do desânimo,
A fumaça dança em meus pulmões.
Trago, como sempre fiz,
Não a fumaça, nem toda a graça,
Mas para dentro,
Toda a dor que nunca quis.
E na maldita,
Espero tudo queimar,
Tudo digerir,
Tudo passar,
Tudo engolir.
A fumaça que entra e sai,
O rosto apático que vê movimento,
A lágrima que cai,
Que quer o fim de todo o sentimento.
Não o tem, e sabe que nunca o terá,
Quando vêm, não sabe se cansar,
Vai além, ele não quer mudar,
Sabe onde isso vai parar...
Mas a maldita, ela não se cansa,
Bate,
Rebate,
A maldita da esperança.
Jamais esteve tão fortemente confuso,
Ansiosos corações,
Caindo na lei do uso e desuso.
Desprezo pelo apreço,
Sentimentos de desentendimentos,
No ânimo do desânimo,
A fumaça dança em meus pulmões.
Trago, como sempre fiz,
Não a fumaça, nem toda a graça,
Mas para dentro,
Toda a dor que nunca quis.
E na maldita,
Espero tudo queimar,
Tudo digerir,
Tudo passar,
Tudo engolir.
A fumaça que entra e sai,
O rosto apático que vê movimento,
A lágrima que cai,
Que quer o fim de todo o sentimento.
Não o tem, e sabe que nunca o terá,
Quando vêm, não sabe se cansar,
Vai além, ele não quer mudar,
Sabe onde isso vai parar...
Mas a maldita, ela não se cansa,
Bate,
Rebate,
A maldita da esperança.
It hits me like a blow, it hits me in my soul.
Nas curvas retilíneas do tempo me perdi,
No sopro etéreo do vento que respirei,
A tua voz em meio à tanto barulho eu ouvi,
E com meu espírito perdido, ao teu lado me encontrei.
Seus pensamentos inteligíveis,
As verdades em fracos alicerces, inabaláveis,
Momentos incríveis,
das fragilidades efêmeras do tempo, impensáveis.
Porque se ater ao óbvio da utopia?
As possibilidades se estendem à sua frente,
Grite pra mim, que você me amaria,
Vem, que em meio ao êxtase e prazer a gente se entende.
Você insiste em ir só até,
O que você acha que quer,
Mas não se preocupe com os outros,
Porque o que não foi não é.
Se não te tenho, chuva trovão,
Se te quero, é como ar,
Se puderes, dê-me apenas sua mão,
E meu insensato coração, venha acalmar.
Sussurre no meu ouvido e me diz,
Tudo o que eu quero ouvir,
E me explica, o que foi que fiz,
Sem que entenda o que já entendi.
Em meio à multidão fecho meus olhos pra te encontrar,
De tantos rostos, o seu é o que quero afagar,
De todos os corpos, o seu é o que quero abraçar,
E de todos os lábios do mundo, os seus são os únicos que eu quero beijar.
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