É inacreditável e deveras inesperado,
Que eu ainda me surpreenda,
Com meu coração amarrado,
Que ainda me surpreenda sim em saber,
Que eu gelo de nervoso e queimo de paixão ao te ver.
É tão ambíguo esse meu coração,
E tão machucado ele está.
Escolhi por ele na sua mão,
Você promete dele cuidar?
Mas você não sabe ainda, não.
Não sei quando vou te avisar, entendeu?
Segure o meu coração,
Sem saber que o de quem você segura é o meu.
Você é o combustível e eu o comburente,
Dança comigo amor, no fogo indecente,
Da paixão insegura que tenho por você,
O vento arde em versos por saber.
Até que o momento chegue,
Eu sigo, cego,
Duvido, nego,
Sinto, entrego.
Já era a doce ilusão,
De não ser de ninguém, o meu coração.
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