E já não sonho mais amor,
O caminho do sol é só o dele se pôr,
Na noite fria espalha-se o ardor,
Da insônia que tenta se sobrepor.
O sono é contínuo,
O cansaço é habitual,
O sonho longínquo,
O nada, tão normal.
Fecho os olhos com o corpo em latência,
O cansaço me vence através da dormência,
A noite passa sem sorrir,
O sonho não passa mais por aqui.
Já nem me lembro mais como é sonhar,
Já nem sei qual sensação sentir,
Não tenho mais prospecções pra acreditar,
Não tenho conselhos novos para ouvir,
O que me resta é acordar.
Acordo, e o tempo passou,
Sem nada produtivo que o sono deixou,
O sonho pertence à quem sonhou,
Se não fui eu, então o que restou?
Sonho, sonho meu,
O sonho de quem nunca entendeu,
Porque sonhar é tão impossível,
Porque o sonho é tão impassível.
Então durmo impaciente,
O corpo, recipiente,
Esperando com sonhos encher,
O que a casca fria está pra esquecer.
Não é nada demais,
Não que eu não seja capaz,
É só o nada que o sono me traz,
Porque me deito, e não sonho mais.
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