Quanto tempo tem um ano,
E quanto tempo um ano tem?
Para desvendar o mistério,
É preciso se jogar na vida, meu bem.
Quanto tempo faz um ano,
E quanto ao tempo um ano faz?
Se encontram e se cruzam,
Vidas de reles mortais.
Do tempo que só anda pra frente,
Carregam-se vidas que se arrastam,
Perdidos no tempo presente,
Laços que se desgastam de nefastas e tétricas mentes.
O tempo que voa e não desce,
E tudo que recebe seu toque, perece,
Corações que um dia no tempo chegaram a se encontrar,
Levados pelo mesmo que nunca vai voltar.
Então, viva de explosões,
Porque em qualquer tempo dentro de um ano,
Perdem-se na fugacidade de eternas maldições,
Tanto mente, quanto corpo, quanto um engano,
A maldição da morte do velho para vir o novo,
Levado pelos ponteiros inexoráveis de novo,
Sempre o mesmo, porém jamais igual,
Só depende de você o quanto de tempo será o seu normal.
Então, quanto tempo mesmo tem um ano,
E quanto de anos que um ano tem?
Na relatividade subjetiva do tempo,
Um ano tem todos os anos que podem construir alguém.
Untitled #1
Você já parou pra pensar o quão difícil é ter que nomear alguma coisa?
Quando você dá um nome, você dá um panorama, um limite, segundo a lógica platônica, ao dizer o que alguma coisa é, você diz tudo o que ela também não é.
Não acho errado. Ainda não parei para refletir sobre essa abstração do ser a partir do não-ser, da construção pela desconstrução, da formação através da negação. É relativizar ao ponto máximo de chegarmos a determinarmos o que é o vácuo. Seria ausência total, completude?
Mas o ato tão natural de nomear, carregado de todas as suas impensáveis (mas enormes) consequências, hoje em dia me incomoda.
Nesse mundo twittaço, o difícil é não viver de máximas e aforismos.
Quando você dá um nome, você dá um panorama, um limite, segundo a lógica platônica, ao dizer o que alguma coisa é, você diz tudo o que ela também não é.
Não acho errado. Ainda não parei para refletir sobre essa abstração do ser a partir do não-ser, da construção pela desconstrução, da formação através da negação. É relativizar ao ponto máximo de chegarmos a determinarmos o que é o vácuo. Seria ausência total, completude?
Mas o ato tão natural de nomear, carregado de todas as suas impensáveis (mas enormes) consequências, hoje em dia me incomoda.
Nesse mundo twittaço, o difícil é não viver de máximas e aforismos.
Sobre Bifurcações.
De pé o andarilho olha a bifurcação perante seus olhos.
Ambos os caminhos agora são circulares.
Em um estende-se um tapete vermelho,
No outro, terra batida com pequenas pedrinhas amarelas brilhantes.
Pensou bastante sobre qual caminho seguir,
Não chegou em qualquer conclusão,
Se não, que pensar demais sobre qual direção ir,
Não tiraria seus pés do chão.
No entanto nenhum passo para qualquer caminho,
Nenhum sinal de orientação, estava sozinho,
Um passo para frente, um para trás.
Esperaria, por ora, então.
Sentou-se.
Afinal, sua jornada está só começando.
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