Despeço-me, por ora,
Estou farto de jogar palavras ao vento,
Despeço-me, por ora,
Estou farto de ser atirado ao relento,
Despeço-me, por ora,
Desse mundo sem cor,
Despeço-me, por ora,
De tudo que sei sobre amor,
Despeço-me, por ora,
Das poesias, dos versos,
Despeço-me, por ora,
Dos meus pensamentos dispersos,
Despeço-me, por ora,
Desse lugar em primeiro, e dos meus sentimentos em segundo,
Despeço-me, por ora,
Desse meu ridículo mundo.
Despeço-me, por ora,
Dos meus afazeres,
Despeço-me, por ora,
Das obrigações e deveres.
Despeço-me, por ora,
E faço das palavras e versos uma chacina.
Digo olá para,
Dar gás na ansiedade, dopamina,
Digo olá para,
Meus tristes copos de cafeína,
Digo olá para,
Aquele que arde em inspirações, nicotina,
Digo olá para,
Meu estático companheiro, o cinzeiro,
Digo olá para,
O centro das atenções, o isqueiro,
Digo olá para,
Despertos corações, pros meus vícios e adorações,
Despeço-me, por ora,
Dos versos que dispõem-se assim,
Despeço-me, por ora,
De ninguém menos do que mim.
O Verdadeiro Significado.
Precisei de sua ajuda pra poder me ensinar,
Precisei do seu ombro amigo pra poder chorar,
Precisei das risadas, todas gargalhar,
Precisei dos abraços, abraçar,
Precisei dos segredos, confidenciar,
Precisei das cartas jogar,
Precisei das fichas apostar,
Precisei dos conselhos, escutar,
Precisei das verdades, encarar,
Precisei das roupas, combinar,
Precisei dos elogios, falar,
Precisei da amizade, amar,
Precisei da música, tocar,
Precisei da companhia, pra andar,
Precisei dos cigarros todos fumar,
Precisei das tardes tranquilas que a Urca nos dá,
Precisei do seu ombro amigo pra poder chorar,
Precisei das risadas, todas gargalhar,
Precisei dos abraços, abraçar,
Precisei dos segredos, confidenciar,
Precisei das cartas jogar,
Precisei das fichas apostar,
Precisei dos conselhos, escutar,
Precisei das verdades, encarar,
Precisei das roupas, combinar,
Precisei dos elogios, falar,
Precisei da amizade, amar,
Precisei da música, tocar,
Precisei da companhia, pra andar,
Precisei dos cigarros todos fumar,
Precisei das tardes tranquilas que a Urca nos dá,
Precisei de tudo isso pra enfim entender,
O verdadeiro significado do que é ser,
O ser amigo,
O ser você comigo.
Amor de amigo, amor de irmão,
Aquele que a chama não apaga jamais do coração.
Precisei nas multidões ver o cabelo caramelo,
Pra identificar o abraço seguro, da Lara Tirello.
E com o sorriso escancarado,
Aqui vai o meu muito obrigado!
Que invente a fuga por nós dois.
Tudo pode aquele que nada vê,
Permanece intacto aquele que mente,
E o si próprio se nega a crer,
A latência do coração que sente.
Nada pode aquele que deixa transparecer,
Aquela mesma verdade inconsequente,
Está fadado a se esquecer,
Perante a força incomparável do amor, impotente.
Talvez possa, quem faça o corte,
Talvez escape do destino de morte,
Escapará também então do amanhecer,
E de morto, em seus braços renascer.
Talvez faça a repetida graça,
Talvez nade e a praia jamais ache,
No infinito de cores que o coração transpassa,
Talvez encontre o coração que se encaixe.
Mas nada, jamais me leva a crer,
Que o impossível eu realize,
Tentar te esquecer,
E que pelo fogo dos teus olhos eu deslize.
O sorriso travesso e o olhar canhado,
O menino tropeço e o homem desajustado,
Que te olha sentada e te estende a mão,
Venha comigo pelo caminho até o meu coração.
Da flor, o desabrochar,
Do colorido, pintar,
Das alegrias, sorrir,
Das emoções, todas sentir.
Atração mais forte que a gravidade,
De todas as palavras, esquecer e silenciar,
Viver e sentir em diferente intensidade,
Me perder nos caminhos perpétuos do seu olhar.
E queimo de paixão com o cigarro em riste,
Ardo como a brasa do fogo triste,
As chamas descontroladas de um coração sensível,
Até que você chegue e em mim se derrame, combustível.
Sim.
Queime e deixe a chama liberta,
Da imensidão pela frente a desbravar,
A porta, se encontra aberta.
Faz meu coração do chão levantar.
Sem você, o nada.
Sem você, a chama apagada.
Sem você, o sol foge com medo e leva a iluminação,
Sem você, nuvem feia e trovão.
Só você, alegria do meu coração,
No eterno enlace dos nossos dedos,
Segure a minha mão,
Pois aquele você já tem, apaixonado e entregue coração.
Permanece intacto aquele que mente,
E o si próprio se nega a crer,
A latência do coração que sente.
Nada pode aquele que deixa transparecer,
Aquela mesma verdade inconsequente,
Está fadado a se esquecer,
Perante a força incomparável do amor, impotente.
Talvez possa, quem faça o corte,
Talvez escape do destino de morte,
Escapará também então do amanhecer,
E de morto, em seus braços renascer.
Talvez faça a repetida graça,
Talvez nade e a praia jamais ache,
No infinito de cores que o coração transpassa,
Talvez encontre o coração que se encaixe.
Mas nada, jamais me leva a crer,
Que o impossível eu realize,
Tentar te esquecer,
E que pelo fogo dos teus olhos eu deslize.
O sorriso travesso e o olhar canhado,
O menino tropeço e o homem desajustado,
Que te olha sentada e te estende a mão,
Venha comigo pelo caminho até o meu coração.
Da flor, o desabrochar,
Do colorido, pintar,
Das alegrias, sorrir,
Das emoções, todas sentir.
Atração mais forte que a gravidade,
De todas as palavras, esquecer e silenciar,
Viver e sentir em diferente intensidade,
Me perder nos caminhos perpétuos do seu olhar.
E queimo de paixão com o cigarro em riste,
Ardo como a brasa do fogo triste,
As chamas descontroladas de um coração sensível,
Até que você chegue e em mim se derrame, combustível.
Sim.
Queime e deixe a chama liberta,
Da imensidão pela frente a desbravar,
A porta, se encontra aberta.
Faz meu coração do chão levantar.
Sem você, o nada.
Sem você, a chama apagada.
Sem você, o sol foge com medo e leva a iluminação,
Sem você, nuvem feia e trovão.
Só você, alegria do meu coração,
No eterno enlace dos nossos dedos,
Segure a minha mão,
Pois aquele você já tem, apaixonado e entregue coração.
As sensações.
Oh, a dúvida.
A dúvida é a mais cruel das sensações,
Te deixa num estado inflexível de ser e não ser,
E não te deixa viver nenhuma das duas emoções.
Oh, a raiva.
A raiva é natural, é da sorte,
Do sangue espirrado,
O corte.
Oh, a ansiedade.
Aquela sensação de estômago socado,
Vomitar e não vomitar,
O ar fica entalado.
Oh, a súplica.
A súplica para sair desse estado,
Preces sussurradas e jamais ouvidas,
Do insano que jaz deitado.
Oh, as cores.
Os olhos dançando no escuro enxergam as cores,
Do meu mundo que era em preto e branco,
Defino os amores.
Oh, selvagens corações.
Aqueles que são rebeldes até o final das canções,
Dançam o último tango a se amar,
E explodem uns nos outros em estampidos de paixões.
Oh, selvagem coração.
Aquele que vaga de bar em par,
Aquele que sai a procura de par em par,
Aquele que jaz em sua mão.
A dúvida é a mais cruel das sensações,
Te deixa num estado inflexível de ser e não ser,
E não te deixa viver nenhuma das duas emoções.
Oh, a raiva.
A raiva é natural, é da sorte,
Do sangue espirrado,
O corte.
Oh, a ansiedade.
Aquela sensação de estômago socado,
Vomitar e não vomitar,
O ar fica entalado.
Oh, a súplica.
A súplica para sair desse estado,
Preces sussurradas e jamais ouvidas,
Do insano que jaz deitado.
Oh, as cores.
Os olhos dançando no escuro enxergam as cores,
Do meu mundo que era em preto e branco,
Defino os amores.
Oh, selvagens corações.
Aqueles que são rebeldes até o final das canções,
Dançam o último tango a se amar,
E explodem uns nos outros em estampidos de paixões.
Oh, selvagem coração.
Aquele que vaga de bar em par,
Aquele que sai a procura de par em par,
Aquele que jaz em sua mão.
Drowning...
Não existe sensação igual,
Encontro-me de pé prestes à pular,
Em nada ali aplicava-se a palavra normal,
E o vento constantemente tentando me derrubar.
Dou aquele sorriso de canto de boca,
A roupa dançando junto com os cabelos,
Devaneios de uma mente louca,
O nada ouve o silêncio dos meus apelos.
Abro meus braços, fecho meus olhos,
E prontamente me lanço ao mar,
Ouço seus conselhos, as ondas agem como espelhos,
Será que sei nadar?
Não.
Não nadarei no mar da escuridão,
Nem me moverei no mar da solidão,
Sozinho jaz afundando o meu coração,
Fecho meus olhos e me afogo então?
Não.
Vejo estendida a sua mão,
Chama pelo meu, o seu coração,
O mar em preto e branco ganha cor,
As cores vivas e quentes do que se chama de amor.
Ar.
Ar dentro do mar?
Consigo respirar, que alegria do ser,
Você veio para me salvar? Não consigo entender,
Este singelo marujo,
Que todos cismam em esquecer.
Segure minha mão,
Me puxe com calma,
Tome meu coração,
E leve junto a minha alma.
Sussurro a promessa que ninguém prometeu,
Meu lábio confessa junto do seu,
Me traz a sensação de calor que meu corpo esqueceu,
E segure meu coração, porque ele é só teu.
Encontro-me de pé prestes à pular,
Em nada ali aplicava-se a palavra normal,
E o vento constantemente tentando me derrubar.
Dou aquele sorriso de canto de boca,
A roupa dançando junto com os cabelos,
Devaneios de uma mente louca,
O nada ouve o silêncio dos meus apelos.
Abro meus braços, fecho meus olhos,
E prontamente me lanço ao mar,
Ouço seus conselhos, as ondas agem como espelhos,
Será que sei nadar?
Não.
Não nadarei no mar da escuridão,
Nem me moverei no mar da solidão,
Sozinho jaz afundando o meu coração,
Fecho meus olhos e me afogo então?
Não.
Vejo estendida a sua mão,
Chama pelo meu, o seu coração,
O mar em preto e branco ganha cor,
As cores vivas e quentes do que se chama de amor.
Ar.
Ar dentro do mar?
Consigo respirar, que alegria do ser,
Você veio para me salvar? Não consigo entender,
Este singelo marujo,
Que todos cismam em esquecer.
Segure minha mão,
Me puxe com calma,
Tome meu coração,
E leve junto a minha alma.
Sussurro a promessa que ninguém prometeu,
Meu lábio confessa junto do seu,
Me traz a sensação de calor que meu corpo esqueceu,
E segure meu coração, porque ele é só teu.
Digo pela Milesi-ma vez, se você quiser.
Virtualmente ela me conheceu,
No mesmo lugar íamos estudar,
Ao vivo me reconheceu,
E recebi o abraço que ela prometeu dar.
Seu calor na minha memória ficou registrado,
O abraço tímido da pequena e o grande descompassado,
Com gentileza ela o recebeu,
E disso ele nunca jamais se esqueceu.
Poderia ter sido indiferente,
Poderia não ter sido animosa,
Foi diferente,
Gentil e afetuosa.
Umas semanas não é muito pra dizer,
Um olhar, não é pouco pra esquecer,
A gentileza que você usou,
Pro gigante gostar de você.
Pra mim, uma amiga em potencial,
Pra você, um amigo leal,
Pra nós, um longo caminho à trilhar,
Na longa estrada da amizade te acompanho ao caminhar,
No final do caminho, selaremos o laço,
Acompanhar-te-ei com pernas dispostas,
Se você se cansar não tema, te ponho nas minhas costas,
Aguento o peso por nós dois.
Só não vamos deixar pra depois,
Me dê sua mão e confie em mim, eu sei o que faço,
Me ajuda também a dar o primeiro passo?
No mesmo lugar íamos estudar,
Ao vivo me reconheceu,
E recebi o abraço que ela prometeu dar.
Seu calor na minha memória ficou registrado,
O abraço tímido da pequena e o grande descompassado,
Com gentileza ela o recebeu,
E disso ele nunca jamais se esqueceu.
Poderia ter sido indiferente,
Poderia não ter sido animosa,
Foi diferente,
Gentil e afetuosa.
Umas semanas não é muito pra dizer,
Um olhar, não é pouco pra esquecer,
A gentileza que você usou,
Pro gigante gostar de você.
Pra mim, uma amiga em potencial,
Pra você, um amigo leal,
Pra nós, um longo caminho à trilhar,
Na longa estrada da amizade te acompanho ao caminhar,
No final do caminho, selaremos o laço,
Acompanhar-te-ei com pernas dispostas,
Se você se cansar não tema, te ponho nas minhas costas,
Aguento o peso por nós dois.
Só não vamos deixar pra depois,
Me dê sua mão e confie em mim, eu sei o que faço,
Me ajuda também a dar o primeiro passo?
O Vento Arde Em Versos Por Saber...
É inacreditável e deveras inesperado,
Que eu ainda me surpreenda,
Com meu coração amarrado,
Que ainda me surpreenda sim em saber,
Que eu gelo de nervoso e queimo de paixão ao te ver.
É tão ambíguo esse meu coração,
E tão machucado ele está.
Escolhi por ele na sua mão,
Você promete dele cuidar?
Mas você não sabe ainda, não.
Não sei quando vou te avisar, entendeu?
Segure o meu coração,
Sem saber que o de quem você segura é o meu.
Você é o combustível e eu o comburente,
Dança comigo amor, no fogo indecente,
Da paixão insegura que tenho por você,
O vento arde em versos por saber.
Até que o momento chegue,
Eu sigo, cego,
Duvido, nego,
Sinto, entrego.
Já era a doce ilusão,
De não ser de ninguém, o meu coração.
Que eu ainda me surpreenda,
Com meu coração amarrado,
Que ainda me surpreenda sim em saber,
Que eu gelo de nervoso e queimo de paixão ao te ver.
É tão ambíguo esse meu coração,
E tão machucado ele está.
Escolhi por ele na sua mão,
Você promete dele cuidar?
Mas você não sabe ainda, não.
Não sei quando vou te avisar, entendeu?
Segure o meu coração,
Sem saber que o de quem você segura é o meu.
Você é o combustível e eu o comburente,
Dança comigo amor, no fogo indecente,
Da paixão insegura que tenho por você,
O vento arde em versos por saber.
Até que o momento chegue,
Eu sigo, cego,
Duvido, nego,
Sinto, entrego.
Já era a doce ilusão,
De não ser de ninguém, o meu coração.
Sobre Adorações & Vícios.
Sobre adorações e vícios,
Eu posso dizer,
Me ajudam a atravessar os suplícios,
De tentar esquecer,
O único tom,
O que eu tenho de bom,
Da voz, o som,
Som do entendimento,
Dormência pra apagar o sentimento.
Seria tão fácil e não causaria mais dor,
Passar pelo mundo em preto e branco, sem cor,
Não se importando com o que vai acontecer,
Não se importando com quem vai te esquecer,
A vida é cruel, você já devia saber,
Mas aqui eles estão, não te deixarão enlouquecer,
Vício da inteligência pra ficar sagaz,
Cafeína no sangue, pra não sonhar mais,
Não quero sonhar mais com nenhuma menina,
Pra ansiosidade, me dê nicotina,
Pra hiperatividade, me dê ritalina,
Em enormes doses, no seu perfeito estado,
Tudo no estômago do ser alcoolizado,
E pra ninguém mais me ouvir e não ouvir ninguém,
Ponha Heavy Metal no último volume, meu bem,
Mas de todas as drogas, não me ofereça a dor,
Em socos invisíveis, eles chamam de amor,
Droga pior, no mundo não há,
Ela vicia, e é capaz de matar,
Brasa e fogo, no coração iluminado,
Eu te aviso mortal, com ela tome cuidado.
Faz parte do meu show, deixar tudo acontecer,
Aguarde o espetáculo e ria dos versos à se contradizer.
Eu posso dizer,
Me ajudam a atravessar os suplícios,
De tentar esquecer,
O único tom,
O que eu tenho de bom,
Da voz, o som,
Som do entendimento,
Dormência pra apagar o sentimento.
Seria tão fácil e não causaria mais dor,
Passar pelo mundo em preto e branco, sem cor,
Não se importando com o que vai acontecer,
Não se importando com quem vai te esquecer,
A vida é cruel, você já devia saber,
Mas aqui eles estão, não te deixarão enlouquecer,
Vício da inteligência pra ficar sagaz,
Cafeína no sangue, pra não sonhar mais,
Não quero sonhar mais com nenhuma menina,
Pra ansiosidade, me dê nicotina,
Pra hiperatividade, me dê ritalina,
Em enormes doses, no seu perfeito estado,
Tudo no estômago do ser alcoolizado,
E pra ninguém mais me ouvir e não ouvir ninguém,
Ponha Heavy Metal no último volume, meu bem,
Mas de todas as drogas, não me ofereça a dor,
Em socos invisíveis, eles chamam de amor,
Droga pior, no mundo não há,
Ela vicia, e é capaz de matar,
Brasa e fogo, no coração iluminado,
Eu te aviso mortal, com ela tome cuidado.
Faz parte do meu show, deixar tudo acontecer,
Aguarde o espetáculo e ria dos versos à se contradizer.
So Don't Go Away...
Ele apoia os braços sob o parapeito,
Sente o vento gelado traçar pequenos cortes em seu rosto,
Fecha devagar seus olhos,
E deixa que o vento puxe gentilmente seus cabelos.
A luz da escuridão, que ele tanto gosta,
Segue densa e distante,
Profunda e destoante,
Gentil e implicante,
Perigosa e manipulante, do jeito que ele gosta.
Ele sai à procura da morte gradativa,
Não a que ele carrega dentro do peito,
Mas a que ele pode por fogo.
Oh, como quisera por fogo também na morte inevitável,
Que carrega dentro de seu peito, como uma constante.
A garrafa de prata com conteúdo puro malte,
Traz o gole que desce queimando,
E revive a lembrança única do seu esmalte,
Antes que a memória me falte.
O coração queima feito brasa,
Ele já não fuma mais o cigarro, e sim a si próprio.
Ele já não toma mais o whisky, e sim o que sobrou de suas lágrimas,
Pois o deslumbre de um novo ser ele teve,
Um novo motivo pra viver, ele disse,
A paixão ardendo incólume,
O céu com brilho insólito,
Jazia sua vontade escorrida pela garganta junto com o último gole de whisky,
Jazia seu não-querer sofrido a metamorfose de cinzas pela brasa do amor,
Como se fosse o seu último cigarro,
Jazia impotente, diante de todas as suas emoções,
E logo esquecera, de seus vícios e adorações,
Ele estava à sua espera, e com ela você terminou,
Ele queria sonhar de novo, e isso você deixou,
Regozija-se o idiota solitário,
Um novo objeto de desejo e interesse encontrou,
Num simples olho-no-olho,
Que sua varanda proporcionou.
Sim, a figura para ele apareceu,
E no movimento do olho piscar,
Ela desapareceu.
Que figura era essa nunca dantes vista?
Que figura era essa que se apresentou sob meu domínio?
Essa incrível figura que me desperta insólitas sensações e fascínio.
Anjo bom, não se vá,
Aguardo inquieto e ansioso,
O seu definitivo retornar.
Sente o vento gelado traçar pequenos cortes em seu rosto,
Fecha devagar seus olhos,
E deixa que o vento puxe gentilmente seus cabelos.
A luz da escuridão, que ele tanto gosta,
Segue densa e distante,
Profunda e destoante,
Gentil e implicante,
Perigosa e manipulante, do jeito que ele gosta.
Ele sai à procura da morte gradativa,
Não a que ele carrega dentro do peito,
Mas a que ele pode por fogo.
Oh, como quisera por fogo também na morte inevitável,
Que carrega dentro de seu peito, como uma constante.
A garrafa de prata com conteúdo puro malte,
Traz o gole que desce queimando,
E revive a lembrança única do seu esmalte,
Antes que a memória me falte.
O coração queima feito brasa,
Ele já não fuma mais o cigarro, e sim a si próprio.
Ele já não toma mais o whisky, e sim o que sobrou de suas lágrimas,
Pois o deslumbre de um novo ser ele teve,
Um novo motivo pra viver, ele disse,
A paixão ardendo incólume,
O céu com brilho insólito,
Jazia sua vontade escorrida pela garganta junto com o último gole de whisky,
Jazia seu não-querer sofrido a metamorfose de cinzas pela brasa do amor,
Como se fosse o seu último cigarro,
Jazia impotente, diante de todas as suas emoções,
E logo esquecera, de seus vícios e adorações,
Ele estava à sua espera, e com ela você terminou,
Ele queria sonhar de novo, e isso você deixou,
Regozija-se o idiota solitário,
Um novo objeto de desejo e interesse encontrou,
Num simples olho-no-olho,
Que sua varanda proporcionou.
Sim, a figura para ele apareceu,
E no movimento do olho piscar,
Ela desapareceu.
Que figura era essa nunca dantes vista?
Que figura era essa que se apresentou sob meu domínio?
Essa incrível figura que me desperta insólitas sensações e fascínio.
Anjo bom, não se vá,
Aguardo inquieto e ansioso,
O seu definitivo retornar.
I Write Sins, Not Tragedies.
Irei quebrar com todas as tendências,
Não darei abertura para todas as maledicências,
Não emprestarei mais meus ombros para qualquer lamento,
Queira perdoar-me se não procuro por mais um tormento,
É que este cansado ser,
Se deita sem perceber,
O que a sua volta está a acontecer,
Mas para que fim, entender?
Bastam apenas segundos para eu me contradizer,
Restam apenas décadas para que eu consiga esquecer,
Me empresta o seu sonho de veludo?
Não quero nada querendo tudo,
Prometo saber nadar mas eu me afundo,
E fecho devagar meus olhos vendo as bolhas flutuarem,
Queria segurá-las todas, mas eu grito: "Não parem!"
E assisto mais uma vez a vida do rei,
Indo embora do jeito que eu sei.
Não sei se sou carneiro ou se sou lobo,
No meu reino sou o Rei e o Bobo,
Os sorrisos sangrando no rosto entalhado,
Porque quero que você ria de todas as comédias,
Já que escrevo sobre pecados,
E não sobre tragédias.
Não darei abertura para todas as maledicências,
Não emprestarei mais meus ombros para qualquer lamento,
Queira perdoar-me se não procuro por mais um tormento,
É que este cansado ser,
Se deita sem perceber,
O que a sua volta está a acontecer,
Mas para que fim, entender?
Bastam apenas segundos para eu me contradizer,
Restam apenas décadas para que eu consiga esquecer,
Me empresta o seu sonho de veludo?
Não quero nada querendo tudo,
Prometo saber nadar mas eu me afundo,
E fecho devagar meus olhos vendo as bolhas flutuarem,
Queria segurá-las todas, mas eu grito: "Não parem!"
E assisto mais uma vez a vida do rei,
Indo embora do jeito que eu sei.
Não sei se sou carneiro ou se sou lobo,
No meu reino sou o Rei e o Bobo,
Os sorrisos sangrando no rosto entalhado,
Porque quero que você ria de todas as comédias,
Já que escrevo sobre pecados,
E não sobre tragédias.
A Conhecida Surpresa.
Não é de se espantar com o fato,
Da repetição dessa mesma espiral de eventos,
De tanto que reclamei já ficou chato,
Prever, rever, e reviver esses acontecimentos.
É sempre a mesma história,
A cadeia de pensamentos,
Banhada de glória,
Advinda da tristeza dos sentimentos.
Mas porque sempre a esperança,
De fazer tudo diferente,
Se quem espera sempre alcança,
Cometer os mesmos erros novamente?
Engraçado tudo isso do nada acontecer,
Engraçado você chegar quando eu menos esperava,
Em suas mãos delicadas há de reviver,
O coração que agonizava.
E as fichas do jogo que jurei não jogar,
Já não param mais quietas na minha mão,
A curiosidade me faz querer apostar,
E a alegria devolve a música pro meu violão.
Não sei muito sobre o que sei,
Não muito falo sobre o que quero falar,
O que importa é que eu gostei,
Dessa sensação de te adorar.
Da repetição dessa mesma espiral de eventos,
De tanto que reclamei já ficou chato,
Prever, rever, e reviver esses acontecimentos.
É sempre a mesma história,
A cadeia de pensamentos,
Banhada de glória,
Advinda da tristeza dos sentimentos.
Mas porque sempre a esperança,
De fazer tudo diferente,
Se quem espera sempre alcança,
Cometer os mesmos erros novamente?
Engraçado tudo isso do nada acontecer,
Engraçado você chegar quando eu menos esperava,
Em suas mãos delicadas há de reviver,
O coração que agonizava.
E as fichas do jogo que jurei não jogar,
Já não param mais quietas na minha mão,
A curiosidade me faz querer apostar,
E a alegria devolve a música pro meu violão.
Não sei muito sobre o que sei,
Não muito falo sobre o que quero falar,
O que importa é que eu gostei,
Dessa sensação de te adorar.
Perguntas e Respostas.
E pras perguntas que você deixou, eu não tenho resposta. Eu até poderia pensar em responder alguma, mas não sei por onde começar. Não tenho mais um ponto de partida. Mas isso, não é necessariamente ruim... é?
Nem tudo que ali estava escrito, se modificou... Certo, boa parte não existe mais, outra grande se modificou, porém, eu não sei até que ponto lembrança se mistura com realidade... Não me importa descobrir, pra falar a verdade. O que me importa, é construir uma nova realidade, pelos motivos certos. Faz sentido? Não sei.
E pras perguntas que você deixou, eu não tenho resposta. Eu ao longo do tempo pretendo descobrir a resposta para as que você deixou, e para as que você nem fez. Falta uma metade de fatos para preencherem o vazio que ficou. O que me diz de preenchermos o vazio com novas frases, ao invés de recorrer às antigas?
E eu nem sei se essas perguntas podem ser feitas atualmente, mas, certamente se não puderem, outras hão de ser feitas, e como respondê-las? De onde partir? Para onde ir? Da onde voltar? Que caminhos pegar?
A resposta para tudo isso, é uma pergunta. E nesse jogo de perguntas e respostas, é que eu vou caminhando bem, bem devagar, como tem que ser, em direção à estrada perdida. A resposta para as perguntas que eu fiz, as respostas para as perguntas que ficaram, as respostas para as perguntas que surgiram, as respostas pras perguntas que não foram feitas, as respostas pra tudo, é de forma bem intrigante, uma pergunta.
E pras perguntas que você deixou, eu não tenho resposta. E sozinho também não consigo e nem quero descobrir nada. Você me ajuda a fazer novas perguntas com novas respostas?
Nem tudo que ali estava escrito, se modificou... Certo, boa parte não existe mais, outra grande se modificou, porém, eu não sei até que ponto lembrança se mistura com realidade... Não me importa descobrir, pra falar a verdade. O que me importa, é construir uma nova realidade, pelos motivos certos. Faz sentido? Não sei.
E pras perguntas que você deixou, eu não tenho resposta. Eu ao longo do tempo pretendo descobrir a resposta para as que você deixou, e para as que você nem fez. Falta uma metade de fatos para preencherem o vazio que ficou. O que me diz de preenchermos o vazio com novas frases, ao invés de recorrer às antigas?
E eu nem sei se essas perguntas podem ser feitas atualmente, mas, certamente se não puderem, outras hão de ser feitas, e como respondê-las? De onde partir? Para onde ir? Da onde voltar? Que caminhos pegar?
A resposta para tudo isso, é uma pergunta. E nesse jogo de perguntas e respostas, é que eu vou caminhando bem, bem devagar, como tem que ser, em direção à estrada perdida. A resposta para as perguntas que eu fiz, as respostas para as perguntas que ficaram, as respostas para as perguntas que surgiram, as respostas pras perguntas que não foram feitas, as respostas pra tudo, é de forma bem intrigante, uma pergunta.
E pras perguntas que você deixou, eu não tenho resposta. E sozinho também não consigo e nem quero descobrir nada. Você me ajuda a fazer novas perguntas com novas respostas?
Sobre as Sensações.
Constelações móveis/
Insônia forçada/
Fogo, fumaça/
Brasa na raça/
Temperatura disparada/
Culpa inexistente/
Banho de água fria/
Banho de água fria/
I'm getting older.
O tempo passa,
Porque não haveria de passar?
O tempo passa,
Deixando momentos pra ensinar.
O tempo passa,
Tão depressa, tão devagar,
O tempo passa,
É só uma questão de olhar.
O tempo passa,
Carregando tudo com primazia,
O tempo passa,
Carregando até o que não devia.
Ou devia?
O tempo passa, atuando,
O tempo passa, modificando,
O tempo passa, e não avisa,
O tempo passa, e por onde passa ele pisa,
O tempo vai, o tempo vem,
Desde sempre ao infinito e além.
Eu parei com o tempo, pro tempo parar,
O tempo sorriu e continuou a andar,
Ao tempo me agarrei e dele não solto,
Ele me disse: "Aprenda agora porque depois eu volto."
O tempo se foi, e eu fui também,
Aproveitar tudo que tenho,
Enquanto o tempo não vem.
Porque não haveria de passar?
O tempo passa,
Deixando momentos pra ensinar.
O tempo passa,
Tão depressa, tão devagar,
O tempo passa,
É só uma questão de olhar.
O tempo passa,
Carregando tudo com primazia,
O tempo passa,
Carregando até o que não devia.
Ou devia?
O tempo passa, atuando,
O tempo passa, modificando,
O tempo passa, e não avisa,
O tempo passa, e por onde passa ele pisa,
O tempo vai, o tempo vem,
Desde sempre ao infinito e além.
Eu parei com o tempo, pro tempo parar,
O tempo sorriu e continuou a andar,
Ao tempo me agarrei e dele não solto,
Ele me disse: "Aprenda agora porque depois eu volto."
O tempo se foi, e eu fui também,
Aproveitar tudo que tenho,
Enquanto o tempo não vem.
A Perda.
Perdi. Não sei onde foi que eu botei... Será que está na gaveta? Não...
Será que está no armário? Em baixo da cama? Na sala? No quarto? Dentro do sapato? Atrás da televisão?
Não...
Não sei onde está, onde foi que botei? Não costumo fazer isso... estranho, muito estranho.
Vou procurar.
Procurei... Não encontrei, e não me lembro onde foi que botei.
O que era? Bom, era, vejamos aqui.... .... ..... .......................... ........................................
O que era? Não me lembro!
Eu perdi o que eu não sei!
Mas se eu não sei, será que perdi? Se eu não sei o que era, e perdi o que eu não sei, a sensação é engraçada... Um buraco em branco. Já imaginou? Bom...
Deixa estar, se eu encontrar, é porque era preciso ser encontrado. Enquanto não aparece, eu procuro outras coisas que estão perdidas.
Será que está no armário? Em baixo da cama? Na sala? No quarto? Dentro do sapato? Atrás da televisão?
Não...
Não sei onde está, onde foi que botei? Não costumo fazer isso... estranho, muito estranho.
Vou procurar.
Procurei... Não encontrei, e não me lembro onde foi que botei.
O que era? Bom, era, vejamos aqui.... .... ..... .......................... ........................................
O que era? Não me lembro!
Eu perdi o que eu não sei!
Mas se eu não sei, será que perdi? Se eu não sei o que era, e perdi o que eu não sei, a sensação é engraçada... Um buraco em branco. Já imaginou? Bom...
Deixa estar, se eu encontrar, é porque era preciso ser encontrado. Enquanto não aparece, eu procuro outras coisas que estão perdidas.
Sobre o Tamanho.
Montanha imensa/
Floco de neve/
Árvore da vida/
Formiga proletária/
Do Brasil ao Japão/
Da Terra à Plutão/
O mundo, o sol/
A bola de futebol/
Deserto do Saara/
Grão de areia/
Universo inverso e além/
E o eu, que tamanho tem?/
Floco de neve/
Árvore da vida/
Formiga proletária/
Do Brasil ao Japão/
Da Terra à Plutão/
O mundo, o sol/
A bola de futebol/
Deserto do Saara/
Grão de areia/
Universo inverso e além/
E o eu, que tamanho tem?/
Entre O Sol E A Lua.
O sol e a lua não se dão,
Um é luz,
O outro, escuridão.
Entre sol e lua não há calmaria,
O sol é quente,
A lua, é fria.
Entre o sol e a lua uma terrível conexão,
O sol explosivo,
E a lua, emoção.
Entre o sol e a lua posições no universo,
O sol é tal,
E a lua, seu inverso.
Entre o sol e a lua, constância,
O sol ainda queima,
E a lua, distância.
Entre o sol e a lua, raio entrelaçado,
A lua sem o sol, e o sol sem a lua,
Destino apagado.
Entre o sol e a lua, universo imundo,
A lua sem o sol, e o sol sem a lua,
Separados pelo mundo.
Entre o sol e a lua, o ser e o devir,
A lua sem o sol, e o sol sem a lua,
Irão existir?
Um é luz,
O outro, escuridão.
Entre sol e lua não há calmaria,
O sol é quente,
A lua, é fria.
Entre o sol e a lua uma terrível conexão,
O sol explosivo,
E a lua, emoção.
Entre o sol e a lua posições no universo,
O sol é tal,
E a lua, seu inverso.
Entre o sol e a lua, constância,
O sol ainda queima,
E a lua, distância.
Entre o sol e a lua, raio entrelaçado,
A lua sem o sol, e o sol sem a lua,
Destino apagado.
Entre o sol e a lua, universo imundo,
A lua sem o sol, e o sol sem a lua,
Separados pelo mundo.
Entre o sol e a lua, o ser e o devir,
A lua sem o sol, e o sol sem a lua,
Irão existir?
O Nada Com O Nada.
O nada com o nada/
Fluxo constante/
Raio de sol/
Vitupério controlado/
Afinidade encontrada/
Recuperação do Devir/
Equalização da alma/
Fogo e fumaça/
Fluxo constante/
Raio de sol/
Vitupério controlado/
Afinidade encontrada/
Recuperação do Devir/
Equalização da alma/
Fogo e fumaça/
Sobre Anjos & Demônios.
O anjo, salvador,
Do demônio, o estupor,
O anjo, carinhoso,
O demônio, agressor.
O anjo, intocável,
O demônio, manejável,
O anjo, impossível,
O demônio, acessível.
O anjo, sereno,
O demônio, pequeno,
O anjo, desconhecido,
O demônio, esquecido.
O anjo, progresso,
O demônio, retrocesso,
O anjo, o jogo,
O demônio, o fogo.
O anjo, o espelho,
O demônio, o vermelho,
O anjo, mel,
O demônio, fel.
Ao humano, inferno ou céu?
Do demônio, o estupor,
O anjo, carinhoso,
O demônio, agressor.
O anjo, intocável,
O demônio, manejável,
O anjo, impossível,
O demônio, acessível.
O anjo, sereno,
O demônio, pequeno,
O anjo, desconhecido,
O demônio, esquecido.
O anjo, progresso,
O demônio, retrocesso,
O anjo, o jogo,
O demônio, o fogo.
O anjo, o espelho,
O demônio, o vermelho,
O anjo, mel,
O demônio, fel.
Ao humano, inferno ou céu?
A Ave Fênix.
Não posso deixar de lado a minha paixão por esse incrível ser místico. A sua história constantemente me causa fascínio, e não é só por toda a beleza e raridade do ser, mas porque tal se assemelha comigo.
A Fênix é a ave das chamas. O fogo é sua principal característica, tal como a minha, astrologicamente falando. A Fênix tem a capacidade de carregar quantidades exorbitantes de peso, e de certa forma, eu também consigo. Não que seja necessário de forma alguma carregar algum peso real, ou seja, algo fisicamente palpável. Mas os pesos morais e ocasionais, costumam acumular-se sobre os meus ombros, mesmo sem o meu consentimento. Mas até que aguento bem a pressão que todos esses pesos fazem sobre mim. E tento me livrar, um por um, mesmo conseguindo levar tranquilamente.
Mas o fato que mais se assemelha, e o que provavelmente me traz mais felicidade, são os ciclos de vida de uma Fênix. A capacidade de morrer, e renascer das cinzas, mais forte do que era, é algo inimaginavelmente importante e presente na minha vida. Nós transformamos o peso que carregamos em chamas. Os pesos nos consomem, e nós renascemos das nossas cinzas, tendo total consciência de porque queimamos, como estamos renascendo, e como evitar se queimar pelos mesmos pesos.
Falta pouco. Falta muito pouco. A nuvem que transformou os dias em noites perpétuas já está se esvaindo, e a luz se aproxima. A Fênix morreu, renasceu das cinzas, e agora levanta voo novamente. Logo a nuvem estará para sempre para trás, junto com todas as cinzas da Fênix.
É hora de voar, em direção à luz que se apresenta aos poucos. A Fênix deixa a escuridão e as cinzas para trás, mirando voos mais altos, objetivos melhores, mas sem esquecer do aprendizado deixado pelo ciclo encerrado de sua vida.
A Fênix então, renasce.
A Fênix é a ave das chamas. O fogo é sua principal característica, tal como a minha, astrologicamente falando. A Fênix tem a capacidade de carregar quantidades exorbitantes de peso, e de certa forma, eu também consigo. Não que seja necessário de forma alguma carregar algum peso real, ou seja, algo fisicamente palpável. Mas os pesos morais e ocasionais, costumam acumular-se sobre os meus ombros, mesmo sem o meu consentimento. Mas até que aguento bem a pressão que todos esses pesos fazem sobre mim. E tento me livrar, um por um, mesmo conseguindo levar tranquilamente.
Mas o fato que mais se assemelha, e o que provavelmente me traz mais felicidade, são os ciclos de vida de uma Fênix. A capacidade de morrer, e renascer das cinzas, mais forte do que era, é algo inimaginavelmente importante e presente na minha vida. Nós transformamos o peso que carregamos em chamas. Os pesos nos consomem, e nós renascemos das nossas cinzas, tendo total consciência de porque queimamos, como estamos renascendo, e como evitar se queimar pelos mesmos pesos.
Falta pouco. Falta muito pouco. A nuvem que transformou os dias em noites perpétuas já está se esvaindo, e a luz se aproxima. A Fênix morreu, renasceu das cinzas, e agora levanta voo novamente. Logo a nuvem estará para sempre para trás, junto com todas as cinzas da Fênix.
É hora de voar, em direção à luz que se apresenta aos poucos. A Fênix deixa a escuridão e as cinzas para trás, mirando voos mais altos, objetivos melhores, mas sem esquecer do aprendizado deixado pelo ciclo encerrado de sua vida.
A Fênix então, renasce.
Curiosidade
Estou curioso pra saber o que pode ser encontrado,
Nos seus olhos cor de mel,
No seu sorriso claro como o céu,
No seu cabelo avermelhado.
Curiosidade com o novo, eu já vi,
Curiosidade de novo, já entendi,
Mas ao te ver o que eu senti,
Ainda não sei, vou descobrir.
Quando os olhos meus,
Cair em cima dos olhos teus,
E conversar sem palavras, nós dois,
Como se faz?
Descobriremos depois.
Nos seus olhos cor de mel,
No seu sorriso claro como o céu,
No seu cabelo avermelhado.
Curiosidade com o novo, eu já vi,
Curiosidade de novo, já entendi,
Mas ao te ver o que eu senti,
Ainda não sei, vou descobrir.
Quando os olhos meus,
Cair em cima dos olhos teus,
E conversar sem palavras, nós dois,
Como se faz?
Descobriremos depois.
Chuva Cai...
Chuva cai,
Lava minha alma,
Chuva cai,
E bate na minha janela com calma.
Vento vai,
Uivo vem,
Vento vai,
Na direção de quem?
Nuvem vai,
Passa escurecendo,
Nuvem vai,
Passa entristecendo.
Frio vai,
No furor,
Frio vai,
Sem mais nenhum calor.
Lava minha alma,
Chuva cai,
E bate na minha janela com calma.
Vento vai,
Uivo vem,
Vento vai,
Na direção de quem?
Nuvem vai,
Passa escurecendo,
Nuvem vai,
Passa entristecendo.
Frio vai,
No furor,
Frio vai,
Sem mais nenhum calor.
E Já Não Sonho Mais...
E já não sonho mais amor,
O caminho do sol é só o dele se pôr,
Na noite fria espalha-se o ardor,
Da insônia que tenta se sobrepor.
O sono é contínuo,
O cansaço é habitual,
O sonho longínquo,
O nada, tão normal.
Fecho os olhos com o corpo em latência,
O cansaço me vence através da dormência,
A noite passa sem sorrir,
O sonho não passa mais por aqui.
Já nem me lembro mais como é sonhar,
Já nem sei qual sensação sentir,
Não tenho mais prospecções pra acreditar,
Não tenho conselhos novos para ouvir,
O que me resta é acordar.
Acordo, e o tempo passou,
Sem nada produtivo que o sono deixou,
O sonho pertence à quem sonhou,
Se não fui eu, então o que restou?
Sonho, sonho meu,
O sonho de quem nunca entendeu,
Porque sonhar é tão impossível,
Porque o sonho é tão impassível.
Então durmo impaciente,
O corpo, recipiente,
Esperando com sonhos encher,
O que a casca fria está pra esquecer.
Não é nada demais,
Não que eu não seja capaz,
É só o nada que o sono me traz,
Porque me deito, e não sonho mais.
O caminho do sol é só o dele se pôr,
Na noite fria espalha-se o ardor,
Da insônia que tenta se sobrepor.
O sono é contínuo,
O cansaço é habitual,
O sonho longínquo,
O nada, tão normal.
Fecho os olhos com o corpo em latência,
O cansaço me vence através da dormência,
A noite passa sem sorrir,
O sonho não passa mais por aqui.
Já nem me lembro mais como é sonhar,
Já nem sei qual sensação sentir,
Não tenho mais prospecções pra acreditar,
Não tenho conselhos novos para ouvir,
O que me resta é acordar.
Acordo, e o tempo passou,
Sem nada produtivo que o sono deixou,
O sonho pertence à quem sonhou,
Se não fui eu, então o que restou?
Sonho, sonho meu,
O sonho de quem nunca entendeu,
Porque sonhar é tão impossível,
Porque o sonho é tão impassível.
Então durmo impaciente,
O corpo, recipiente,
Esperando com sonhos encher,
O que a casca fria está pra esquecer.
Não é nada demais,
Não que eu não seja capaz,
É só o nada que o sono me traz,
Porque me deito, e não sonho mais.
Dado Viciado
O dado é viciado. Eu posso jogar ele em qualquer direção, de qualquer forma, e com qualquer força, que ele sempre cai no mesmo lugar, marcando o mesmo número, marcando a mesma situação.
O dado vermelho com pontos brancos, tem o peso do destino, e quando arremessado, sempre cai pro mesmo lado. A sua repetitividade cansa, mas o dado mostra-se inquebrável. Porque?
Não sei como comecei a jogar, e não sei da onde o dado surgiu, sei que o mesmo resultado se mostra com o passar dos anos. Mas é curioso, pois eu não ganho nunca, e não perco nunca. Então, qual é o objetivo do jogo?
O dado é tão viciado quanto quem o arremessa. Mas este, está cansado de jogar. Aos poucos vai deixando o dado de lado, sempre com a mesma face voltada para cima. Mas simplesmente não quer mais jogar.
Percebeu com o passar do tempo, rachaduras no dado. Não por durabilidade, nem maus tratos. Não, o dado é resistente à isso. Percebeu então que foi devido ao gradativo abandono.
Não sente mais vontade de jogar.
O dado vermelho com pontos brancos, tem o peso do destino, e quando arremessado, sempre cai pro mesmo lado. A sua repetitividade cansa, mas o dado mostra-se inquebrável. Porque?
Não sei como comecei a jogar, e não sei da onde o dado surgiu, sei que o mesmo resultado se mostra com o passar dos anos. Mas é curioso, pois eu não ganho nunca, e não perco nunca. Então, qual é o objetivo do jogo?
O dado é tão viciado quanto quem o arremessa. Mas este, está cansado de jogar. Aos poucos vai deixando o dado de lado, sempre com a mesma face voltada para cima. Mas simplesmente não quer mais jogar.
Percebeu com o passar do tempo, rachaduras no dado. Não por durabilidade, nem maus tratos. Não, o dado é resistente à isso. Percebeu então que foi devido ao gradativo abandono.
Não sente mais vontade de jogar.
Dance Of Death
Deixe-me contar uma história de arrepiar os ossos,
E os olhares e pensamentos nossos,
Sobre uma coisa que eu vi,
Sobre uma coisa que eu senti,
Uma noite vagando pelos pantanais,
Eu tinha bebido um drinque, nada mais,
Eu estava divagando,
Enquanto estava caminhando,
Aproveitando a brilhante luz da lua,
Por um lugar onde estrada não é rua,
Olhando as estrelas,
Desavisado sobre a presença tão perto de mim,
Observando cada movimento meu, assim,
Com medo eu cai de joelhos,
E vi os vultos correndo,
Mesmo não entendendo,
Surgiu então de trás das árvores,
Levou-me para um lugar profano,
Acordei e vi as luzes artificiais que iluminavam a subterrânea praça,
E foi lá que eu caí em desgraça,
Fui convocado para dançar com eles,
À dança dos mortos,
Para dentro do círculo de fogo eu os segui,
E nas chamas ao meu redor meu reflexo eu vi,
Para o centro eu fui levado,
E lá abandonado,
Como se o tempo tivesse parado,
E eu tivesse me esquecido,
Surgiu um pensamento retardado, tão cedo,
E eu ainda estava entorpecido, pelo medo,
Mas eu ainda queria ir em frente,
E a raiva nas chamas subiram,
Mas as chamas do fogo não me feriram,
Enquanto eu andava sobre o carvão,
Era eu a presa, então.
E eu senti que estava em transe,
E meu espírito foi tirado à força de mim,
Se alguém ao menos tivesse a chance,
De testemunhar o meu fim,
Saberiam que num único lance,
Aconteceu tudo assim.
E eu dancei,
E eu pulei,
E eu cantei, com os vultos de preto e as chaves nos molhos,
Todos me olhavam e tinham a morte em seus olhos,
Eram figuras sem vida de seres festivos,
Todos eles eram mortos-vivos, comandados pelo homem de terno,
Eles vieram do inferno.
Enquanto eu dançava com os mortos,
O sacrifício dos porcos,
Meu espírito livre estava rindo e uivando para mim,
Me tornei o mesmo que eles, um morto-vivo enfim.
Até que chegou a hora de nos reunirmos,
Conversar e decidirmos, o que faríamos no fim,
Quando sem mais nem menos meu espírito voltou para mim,
Eu não sabia se estava vivo ou morto,
Enquanto os outros juntavam-se a mim,
Por sorte uma confusão começou,
A chama avançou,
O manto queimou,
E toda a atenção chamou,
Ao sair do foco, pensei e corri,
Foi o momento em que fugi.
Corri como nunca, mais rápido que o vento,
A morte era certa, mas pelo menos eu tento,
Corri rumo ao infinito sem olhar pra trás,
Atitude covarde, porém muito sagaz,
Corri alucinadamente,
Olhando apenas para frente
Quando você sabe que sua hora chegou,
Dos entes queridos você se afastou,
Não é querer negar os seus,
É apenas o último adeus.
Você sabe que estará preparado,
Você foi avisado,
E se lembra disso,
Beba e reze por isso.
Sobre este dia eu acho que nunca saberei,
E seus motivos jamais entenderei,
Por que eles me deixaram partir,
Por que eu consegui fugir,
Também nunca esquecerei,
Que daquele dia, meu amigo, eu gostei,
E eu nunca mais irei avançar,
Até que com os mortos eu volte à dançar.
E os olhares e pensamentos nossos,
Sobre uma coisa que eu vi,
Sobre uma coisa que eu senti,
Uma noite vagando pelos pantanais,
Eu tinha bebido um drinque, nada mais,
Eu estava divagando,
Enquanto estava caminhando,
Aproveitando a brilhante luz da lua,
Por um lugar onde estrada não é rua,
Olhando as estrelas,
Desavisado sobre a presença tão perto de mim,
Observando cada movimento meu, assim,
Com medo eu cai de joelhos,
E vi os vultos correndo,
Mesmo não entendendo,
Surgiu então de trás das árvores,
Levou-me para um lugar profano,
Acordei e vi as luzes artificiais que iluminavam a subterrânea praça,
E foi lá que eu caí em desgraça,
Fui convocado para dançar com eles,
À dança dos mortos,
Para dentro do círculo de fogo eu os segui,
E nas chamas ao meu redor meu reflexo eu vi,
Para o centro eu fui levado,
E lá abandonado,
Como se o tempo tivesse parado,
E eu tivesse me esquecido,
Surgiu um pensamento retardado, tão cedo,
E eu ainda estava entorpecido, pelo medo,
Mas eu ainda queria ir em frente,
E a raiva nas chamas subiram,
Mas as chamas do fogo não me feriram,
Enquanto eu andava sobre o carvão,
Era eu a presa, então.
E eu senti que estava em transe,
E meu espírito foi tirado à força de mim,
Se alguém ao menos tivesse a chance,
De testemunhar o meu fim,
Saberiam que num único lance,
Aconteceu tudo assim.
E eu dancei,
E eu pulei,
E eu cantei, com os vultos de preto e as chaves nos molhos,
Todos me olhavam e tinham a morte em seus olhos,
Eram figuras sem vida de seres festivos,
Todos eles eram mortos-vivos, comandados pelo homem de terno,
Eles vieram do inferno.
Enquanto eu dançava com os mortos,
O sacrifício dos porcos,
Meu espírito livre estava rindo e uivando para mim,
Me tornei o mesmo que eles, um morto-vivo enfim.
Até que chegou a hora de nos reunirmos,
Conversar e decidirmos, o que faríamos no fim,
Quando sem mais nem menos meu espírito voltou para mim,
Eu não sabia se estava vivo ou morto,
Enquanto os outros juntavam-se a mim,
Por sorte uma confusão começou,
A chama avançou,
O manto queimou,
E toda a atenção chamou,
Ao sair do foco, pensei e corri,
Foi o momento em que fugi.
Corri como nunca, mais rápido que o vento,
A morte era certa, mas pelo menos eu tento,
Corri rumo ao infinito sem olhar pra trás,
Atitude covarde, porém muito sagaz,
Corri alucinadamente,
Olhando apenas para frente
Quando você sabe que sua hora chegou,
Dos entes queridos você se afastou,
Não é querer negar os seus,
É apenas o último adeus.
Você sabe que estará preparado,
Você foi avisado,
E se lembra disso,
Beba e reze por isso.
Sobre este dia eu acho que nunca saberei,
E seus motivos jamais entenderei,
Por que eles me deixaram partir,
Por que eu consegui fugir,
Também nunca esquecerei,
Que daquele dia, meu amigo, eu gostei,
E eu nunca mais irei avançar,
Até que com os mortos eu volte à dançar.
Crônicas dos Imperdoáveis - Imperdoável Número 2.
"Malditos sejam. Todos vocês.
Se me fosse permitido, destruiria todos vocês. E eu me alimento disso. Me alimento do homem que sai do carro e mata o outro motorista. Me alimento do homem que mata o outro por dinheiro. Me alimento de você, que entende errado e grita, agride. Me alimento de você, que vê alguém diferente, e se reúne com seus semelhantes para agredir o diferente. Me alimento da violência. Me alimento do homem que bate em sua mulher. Me alimento de empresas destruindo outras empresas. Me alimento de pessoas furiosas por não conseguir a promoção desejada. Me alimento do grito, me alimento da raiva. Me alimento do ódio que cresce com o passar dos dias no seu coração.
Eu sou... A IRA.
Mas se você pensa que eu vivo gritando aí pelos cantos, pense de novo, seu mortal insolente. Eu sou a Ira, mas não é por isso que eu vivo do que sou. Só houve uma vez em toda a história da humanidade que eu me irritei, e a consequência disso, você vê, os reles mortais gostam de chamar de: A Guerra Mundial. Não vale a pena explicar porque que me irritei desta forma, se não ficarei irritado novamente, então, pulemos essa parte. Eu posso agir juntamente com a natureza, e provocar seus fenômenos mais destrutivos... Mas assim não me divirto. O que gosto mesmo é de jogar com humanos.
Eu não tenho o costume de sair do meu escritório, pois sempre tenho muito à fazer, você vê. E muito menos o costume de visitar essa raça patética da qual eu me alimento. Eu apenas vendo o meu produto, que é absurdamente caro, mas por incrível que pareça, com o passar do tempo as pessoas parecem querer pagar mais por ele. Quando basta apenas um empurrãozinho... Mas bem, não quero pensar em negócios nesse momento quando estou intrigado por uma causa maior.
Eu recebi o convite. Ele quer reunir todos nós, em uma só sala, para discutir um plano. Isso certamente é insano, dado que todos nós nos odiamos, mas além disso, todos nos o odiamos. Reunir tantos inimigos em um só lugar, é uma atitude muito corajosa, ou muito mais estúpida. A hora da reunião se aproximava, e inquieto comecei a ficar com raiva. Escutei a batida na porta do escritório.
"Entre."
"Senhor, seu carro está pronto." Avisa o mordomo sem olhar nos meus olhos. "Ótimo, estou à caminho." lhe respondi.
Fui até meu quarto, sentei na minha enorme cama e abri a gaveta da cabeceira. Peguei a minha Colt 1894 de ouro, afinal, era necessário que levássemos as nossas relíquias, outro fato que me causou assaz curiosidade. Desci as escadas de mármore, e fui em direção à garagem. Apesar de ter uma casa extremamente luxuosa, gostava de passar a maior parte do tempo no meu carro, que não só era minha relíquia como meu santuário.
Entrando na garagem nem foi necessário acender as luzes. Eu conhecia de cor todos os mínimos detalhes do meu Dodge Charger RT. Nele entrei e tive uma sensação enorme de prazer, e logo liguei seu motor estrondoso, que clamava por velocidade, e sentei o pé em cima do acelerador com toda vontade. O carro rugia pelas ruas de Detroit, rumo ao ponto de encontro.
Chegando lá, estacionei com o devido cuidado, e fui andando até a recepção, onde eu o avistei. Trajava um terno preto risca-de-giz, com uma camisa de mesma cor, e uma gravata puramente vermelha. Tão vermelha que se olhasse fixamente para a mesma durante muito tempo, era capaz de ficar cego.
"Ira, que bom que veio. Por gentileza, queira me acompanhar." E estendeu o braço para mostrar o caminho.
"Sem cordialidades, sua cobra, diga logo o que você quer." E a raiva dentro de mim crescia. Não podia dar certo essa reunião. Não iria dar certo essa reunião.
"Não abuse da ira, meu caro." Com uma risada desdenhosa ele disse. "Tenha paciência, entre na sala e aguarde o início da reunião. O Orgulho já está lá."
Com um olhar severo passei por ele em direção à sala mencionada pelo mesmo. Entrei, e vi minha poltrona imensa, mas completamente destruída dos meus socos e acessos de raiva. Não entendi o significado daquilo, mas senti que ele estava perto. Orgulho me cumprimentou, e do outro lado da mesa, fui até a minha poltrona, onde sentei confortavelmente, e tomei um gole de vinho. Não conversei muito com o Orgulho, não estava muito disposto para animosidades. Peguei a placa que jazia na minha frente com meu nome, e a amassei com toda força que tinha. Joguei-a um pouco à frente, mas ainda era possível de ler:
Se me fosse permitido, destruiria todos vocês. E eu me alimento disso. Me alimento do homem que sai do carro e mata o outro motorista. Me alimento do homem que mata o outro por dinheiro. Me alimento de você, que entende errado e grita, agride. Me alimento de você, que vê alguém diferente, e se reúne com seus semelhantes para agredir o diferente. Me alimento da violência. Me alimento do homem que bate em sua mulher. Me alimento de empresas destruindo outras empresas. Me alimento de pessoas furiosas por não conseguir a promoção desejada. Me alimento do grito, me alimento da raiva. Me alimento do ódio que cresce com o passar dos dias no seu coração.
Eu sou... A IRA.
Mas se você pensa que eu vivo gritando aí pelos cantos, pense de novo, seu mortal insolente. Eu sou a Ira, mas não é por isso que eu vivo do que sou. Só houve uma vez em toda a história da humanidade que eu me irritei, e a consequência disso, você vê, os reles mortais gostam de chamar de: A Guerra Mundial. Não vale a pena explicar porque que me irritei desta forma, se não ficarei irritado novamente, então, pulemos essa parte. Eu posso agir juntamente com a natureza, e provocar seus fenômenos mais destrutivos... Mas assim não me divirto. O que gosto mesmo é de jogar com humanos.
Eu não tenho o costume de sair do meu escritório, pois sempre tenho muito à fazer, você vê. E muito menos o costume de visitar essa raça patética da qual eu me alimento. Eu apenas vendo o meu produto, que é absurdamente caro, mas por incrível que pareça, com o passar do tempo as pessoas parecem querer pagar mais por ele. Quando basta apenas um empurrãozinho... Mas bem, não quero pensar em negócios nesse momento quando estou intrigado por uma causa maior.
Eu recebi o convite. Ele quer reunir todos nós, em uma só sala, para discutir um plano. Isso certamente é insano, dado que todos nós nos odiamos, mas além disso, todos nos o odiamos. Reunir tantos inimigos em um só lugar, é uma atitude muito corajosa, ou muito mais estúpida. A hora da reunião se aproximava, e inquieto comecei a ficar com raiva. Escutei a batida na porta do escritório.
"Entre."
"Senhor, seu carro está pronto." Avisa o mordomo sem olhar nos meus olhos. "Ótimo, estou à caminho." lhe respondi.
Fui até meu quarto, sentei na minha enorme cama e abri a gaveta da cabeceira. Peguei a minha Colt 1894 de ouro, afinal, era necessário que levássemos as nossas relíquias, outro fato que me causou assaz curiosidade. Desci as escadas de mármore, e fui em direção à garagem. Apesar de ter uma casa extremamente luxuosa, gostava de passar a maior parte do tempo no meu carro, que não só era minha relíquia como meu santuário.
Entrando na garagem nem foi necessário acender as luzes. Eu conhecia de cor todos os mínimos detalhes do meu Dodge Charger RT. Nele entrei e tive uma sensação enorme de prazer, e logo liguei seu motor estrondoso, que clamava por velocidade, e sentei o pé em cima do acelerador com toda vontade. O carro rugia pelas ruas de Detroit, rumo ao ponto de encontro.
Chegando lá, estacionei com o devido cuidado, e fui andando até a recepção, onde eu o avistei. Trajava um terno preto risca-de-giz, com uma camisa de mesma cor, e uma gravata puramente vermelha. Tão vermelha que se olhasse fixamente para a mesma durante muito tempo, era capaz de ficar cego.
"Ira, que bom que veio. Por gentileza, queira me acompanhar." E estendeu o braço para mostrar o caminho.
"Sem cordialidades, sua cobra, diga logo o que você quer." E a raiva dentro de mim crescia. Não podia dar certo essa reunião. Não iria dar certo essa reunião.
"Não abuse da ira, meu caro." Com uma risada desdenhosa ele disse. "Tenha paciência, entre na sala e aguarde o início da reunião. O Orgulho já está lá."
Com um olhar severo passei por ele em direção à sala mencionada pelo mesmo. Entrei, e vi minha poltrona imensa, mas completamente destruída dos meus socos e acessos de raiva. Não entendi o significado daquilo, mas senti que ele estava perto. Orgulho me cumprimentou, e do outro lado da mesa, fui até a minha poltrona, onde sentei confortavelmente, e tomei um gole de vinho. Não conversei muito com o Orgulho, não estava muito disposto para animosidades. Peguei a placa que jazia na minha frente com meu nome, e a amassei com toda força que tinha. Joguei-a um pouco à frente, mas ainda era possível de ler:
A IRA"
Hey You
Ei você, aí fora no frio,
Ficando solitário, ficando velho,
Ordinário espelho,
Você pode me sentir?
Ei você, de pé no corredor,
Com pés sarnentos e sorriso fraco,
Dentes sedentos e ouvido raso,
Você pode me sentir?
Você pode me ouvir?
Ei você, não os ajude a enterrar a luz,
Eu vim da escuridão, sei tudo que ela pode oferecer,
Não embarque nessa não, se não deseja perecer,
Não se entregue sem lutar,
Mas se precisar morrer,
Que morra lutando, tentando vencer.
Ei você, aí fora sozinho,
De novo no mesmo caminho,
Sentado nu ao telefone,
Você poderia me tocar?
Só poderia se conseguisse me sentir,
Se consegue me sentir,
Consegue me ouvir?
Ei você, com o ouvido contra o muro,
Esperando alguém gritar,
Qual será a voz que você espera escutar?
Você poderia me tocar?
Ei você, você me ajudaria a carregar a pedra?
O peso é muito grande, e sozinho não consigo,
A força-motriz da vida é realmente poder ter um amigo.
Abra seu coração, estou indo para casa,
Me dê a sua mão, e ande ao meu lado na estrada rasa.
Mas isso era apenas fantasia,
O muro era muito alto, como você pode ver,
A voz esperada não gritou e caiu no esquecer,
Não importava o quanto ele tentasse, ele não conseguia se libertar,
E os vermes comeram seu cérebro.
Ei você, aí fora na estrada,
Sempre fazendo o que te mandam,
Obedecendo aos que comandam,
Você pode me ajudar?
É capaz de pensar?
Ei você, aí fora além do muro,
Quebrando garrafas no corredor,
Consigo te ouvir, me salve por favor?
Você pode me ajudar?
Ei você, não me diga que não há mais nenhuma esperança,
Eu não sou o alucinado do tipo que se cansa,
Juntos nós resistimos, separados nós caímos,
Me dê a mão complacente,
Juntos reconstruiremos a estrada,
E nela andaremos novamente.
Mais uma gama de versos sem sentido.
Ficando solitário, ficando velho,
Ordinário espelho,
Você pode me sentir?
Ei você, de pé no corredor,
Com pés sarnentos e sorriso fraco,
Dentes sedentos e ouvido raso,
Você pode me sentir?
Você pode me ouvir?
Ei você, não os ajude a enterrar a luz,
Eu vim da escuridão, sei tudo que ela pode oferecer,
Não embarque nessa não, se não deseja perecer,
Não se entregue sem lutar,
Mas se precisar morrer,
Que morra lutando, tentando vencer.
Ei você, aí fora sozinho,
De novo no mesmo caminho,
Sentado nu ao telefone,
Você poderia me tocar?
Só poderia se conseguisse me sentir,
Se consegue me sentir,
Consegue me ouvir?
Ei você, com o ouvido contra o muro,
Esperando alguém gritar,
Qual será a voz que você espera escutar?
Você poderia me tocar?
Ei você, você me ajudaria a carregar a pedra?
O peso é muito grande, e sozinho não consigo,
A força-motriz da vida é realmente poder ter um amigo.
Abra seu coração, estou indo para casa,
Me dê a sua mão, e ande ao meu lado na estrada rasa.
Mas isso era apenas fantasia,
O muro era muito alto, como você pode ver,
A voz esperada não gritou e caiu no esquecer,
Não importava o quanto ele tentasse, ele não conseguia se libertar,
E os vermes comeram seu cérebro.
Ei você, aí fora na estrada,
Sempre fazendo o que te mandam,
Obedecendo aos que comandam,
Você pode me ajudar?
É capaz de pensar?
Ei você, aí fora além do muro,
Quebrando garrafas no corredor,
Consigo te ouvir, me salve por favor?
Você pode me ajudar?
Ei você, não me diga que não há mais nenhuma esperança,
Eu não sou o alucinado do tipo que se cansa,
Juntos nós resistimos, separados nós caímos,
Me dê a mão complacente,
Juntos reconstruiremos a estrada,
E nela andaremos novamente.
Smoking The Life Out Of Me.
É simples e complicado.
O devaneio de um desajustado.
No colorido me tranco,
Vendo em preto e branco.
Ponho a mão no bolso sem fundo,
Da jaqueta desbotada.
Não demoro um segundo,
Pra achar a chama enlatada.
E no bolso da calça, quem diria,
Pendurado na alça, eu sabia,
Da caixa tirei,
A morte em pequenas doses,
Que com vontade traguei.
O Whisky cai no chão,
Para que com o susto meu corpo salte,
Desesperado então,
Vendo escorrer o rio de puro malte.
Mas imóvel estava, imóvel fiquei,
Ninguém me encontrava, assim eu deitei,
O cigarro tragava e a fumaça joguei,
No delírio enevoado do descontrolado eu dancei.
E dançava, numa linda epopeia,
Não com meu corpo mas com minha ideia,
E o riso abafado tossia a fumaça,
Com o grito da sirene que passava pela praça.
Parcialmente inconsciente,
No meu último ato incipiente,
Mais uma pequena dose de morte eu peguei,
E minha pressa com ela não sei.
O isqueiro esqueci de fechar,
O joguei no chão com a chama a queimar.
Em cima do whisky ele caiu,
E chamas na janela o pedestre disse que viu.
Aproveitei e lá acendi o último pedaço de morte,
Tragava a fumaça junto com a minha sorte,
As chamas dançavam a dança do fim,
E então me engolfaram, fumando a vida pra fora de mim.
O devaneio de um desajustado.
No colorido me tranco,
Vendo em preto e branco.
Ponho a mão no bolso sem fundo,
Da jaqueta desbotada.
Não demoro um segundo,
Pra achar a chama enlatada.
E no bolso da calça, quem diria,
Pendurado na alça, eu sabia,
Da caixa tirei,
A morte em pequenas doses,
Que com vontade traguei.
O Whisky cai no chão,
Para que com o susto meu corpo salte,
Desesperado então,
Vendo escorrer o rio de puro malte.
Mas imóvel estava, imóvel fiquei,
Ninguém me encontrava, assim eu deitei,
O cigarro tragava e a fumaça joguei,
No delírio enevoado do descontrolado eu dancei.
E dançava, numa linda epopeia,
Não com meu corpo mas com minha ideia,
E o riso abafado tossia a fumaça,
Com o grito da sirene que passava pela praça.
Parcialmente inconsciente,
No meu último ato incipiente,
Mais uma pequena dose de morte eu peguei,
E minha pressa com ela não sei.
O isqueiro esqueci de fechar,
O joguei no chão com a chama a queimar.
Em cima do whisky ele caiu,
E chamas na janela o pedestre disse que viu.
Aproveitei e lá acendi o último pedaço de morte,
Tragava a fumaça junto com a minha sorte,
As chamas dançavam a dança do fim,
E então me engolfaram, fumando a vida pra fora de mim.
Hallowed Be Thy Name.
Aguardo,
Sentado,
Em minha cela fria.
Ouço o som do sino, mas não como eu queria.
Refletindo sobre minha vida que se foi, e já não me resta tanto tempo assim,
Pois ao bater das cinco, o caminho da forca se estende pra mim,
E as areias do tempo, dançam indo embora, no caminho que não parece ter fim.
Quando o padre vem me ler os ritos finais,
Eu o aguardo com minhas gargalhadas banais,
Olho através das grades numa última visão,
De um mundo que saiu completamente errado e sem noção.
Será que pode ter havido erro algum?
Paro pra pensar mas não me ocorre erro nenhum,
É difícil controlar o terror que me vence,
Por mais que nesse momento eu ainda pare e pense,
Será realmente o fim, e não um sonho louco?
Grito o mais alto que puder, e o que me resta de sanidade é pouco.
Alguém por favor me diga que eu estou sonhando,
Mesmo sabendo que acordei e não estou mais ganhando,
Não é fácil parar de gritar,
E tão perto do fim, nem vale a pena tentar.
Lágrimas rolam, mas porque estou chorando?
Já sou acostumado com o perpétuo não-ganhando,
Tudo é como tem que ser,
Afinal, eu não tenho medo de morrer.
Não acredito eu que nunca há um fim?
Já no final pensamentos e crenças se misturam em mim.
Enquanto os guardas me arrastam pelo pátio andando,
É audível o barulho das algemas se arrastando,
Alguém grita de uma cela: "Deus esteja com você!"
Se existe um Deus, porque ele me deixa morrer?
À medida que ando minha vida passa diante de mim,
Vendo-a de perto não há arrependimento mesmo próximo do fim,
Não faço nada pensando duas vezes, eu sei,
Catch my soul, it's willing to fly away.
Escreva minhas palavras e acredite, minha alma ainda vive,
Perigosa como dinamite, andando por todos os lugares que estive,
Não se preocupe agora que fui embora de toda maldade,
Fui em direção ao além para ver a verdade.
Quando você estiver ganhando,
E a sua hora estiver chegando,
Talvez você comece a entender,
E é melhor você não se esquecer,
Mantenha isso no seu coração,
Que a vida aqui em baixo é apenas uma estranha ilusão.
Acendem uma tocha que espero que queime,
Hallowed be thy name.
Sentado,
Em minha cela fria.
Ouço o som do sino, mas não como eu queria.
Refletindo sobre minha vida que se foi, e já não me resta tanto tempo assim,
Pois ao bater das cinco, o caminho da forca se estende pra mim,
E as areias do tempo, dançam indo embora, no caminho que não parece ter fim.
Quando o padre vem me ler os ritos finais,
Eu o aguardo com minhas gargalhadas banais,
Olho através das grades numa última visão,
De um mundo que saiu completamente errado e sem noção.
Será que pode ter havido erro algum?
Paro pra pensar mas não me ocorre erro nenhum,
É difícil controlar o terror que me vence,
Por mais que nesse momento eu ainda pare e pense,
Será realmente o fim, e não um sonho louco?
Grito o mais alto que puder, e o que me resta de sanidade é pouco.
Alguém por favor me diga que eu estou sonhando,
Mesmo sabendo que acordei e não estou mais ganhando,
Não é fácil parar de gritar,
E tão perto do fim, nem vale a pena tentar.
Lágrimas rolam, mas porque estou chorando?
Já sou acostumado com o perpétuo não-ganhando,
Tudo é como tem que ser,
Afinal, eu não tenho medo de morrer.
Não acredito eu que nunca há um fim?
Já no final pensamentos e crenças se misturam em mim.
Enquanto os guardas me arrastam pelo pátio andando,
É audível o barulho das algemas se arrastando,
Alguém grita de uma cela: "Deus esteja com você!"
Se existe um Deus, porque ele me deixa morrer?
À medida que ando minha vida passa diante de mim,
Vendo-a de perto não há arrependimento mesmo próximo do fim,
Não faço nada pensando duas vezes, eu sei,
Catch my soul, it's willing to fly away.
Escreva minhas palavras e acredite, minha alma ainda vive,
Perigosa como dinamite, andando por todos os lugares que estive,
Não se preocupe agora que fui embora de toda maldade,
Fui em direção ao além para ver a verdade.
Quando você estiver ganhando,
E a sua hora estiver chegando,
Talvez você comece a entender,
E é melhor você não se esquecer,
Mantenha isso no seu coração,
Que a vida aqui em baixo é apenas uma estranha ilusão.
Acendem uma tocha que espero que queime,
Hallowed be thy name.
Brain Damage
O lunático está no gramado.
Sim, este lunático sequelado.
O lunático em tudo quer por fogo.
O lunático perdeu o jogo.
O lunático está na sala.
O lunático não se cala.
O lunático não dança.
O lunático não se cansa.
E se a represa quebrar antes do esperado?
Deixe que corra esse rio de lágrimas em que o lunático é banhado,
E se não houver espaço em cima da colina?
Que ele desça o morro empurrado,
Pela raiva do vento e do céu enevoado.
O rugido do infinito,
O pedregulho descolado.
E se a sua cabeça também explodir com o mau presságio?
Conseguirá entender que foi só um estágio?
Esse sonho não faz sentido algum.
I'll see you on the dark side of the moon.
O lunático está na minha cabeça.
O lunático está na minha cabeça.
O lunático ri, e eu quero que ele desapareça.
Eu o mando embora esperando que ele me desobedeça.
Você ergue a lâmina, e pode fazer a mudança,
O lunático não dança,
O lunático não cansa.
Você tranca a porta e joga a chave fora,
A palavra corta, e sua alma chora.
Há alguém na minha cabeça, que não sou eu,
O lunático encontra, nenhum sentido no eu,
E se a nuvem explodir,
E um trovão desabar no seu ouvido?
Quando se grita e ninguém parece ouvir,
Terá entendido?
E se a sinfonia que você estiver, tocar tons diferentes,
Sem sentido nenhum,
I'll see you on the dark side of the moon.
O lunático está no gramado.
O lunático viaja acordado.
O lunático está no gramado.
O lunático vê tudo nublado.
A fumaça do cigarro?
Ou o sol escondido?
Escuridão no carro,
Do lunático arrependido.
O lunático está no gramado.
E na fumaça viaja acordado.
Rolando em meio suas dores,
Enxergando todas as cores,
Do lunático psicodélico que sou,
Do lunático que não voltou.
O lunático errante permanente,
O lunático pensante indecente,
O lunático que morreu e cinzas virou,
O lunático que entendeu o lunático que sou.
Sim, este lunático sequelado.
O lunático em tudo quer por fogo.
O lunático perdeu o jogo.
O lunático está na sala.
O lunático não se cala.
O lunático não dança.
O lunático não se cansa.
E se a represa quebrar antes do esperado?
Deixe que corra esse rio de lágrimas em que o lunático é banhado,
E se não houver espaço em cima da colina?
Que ele desça o morro empurrado,
Pela raiva do vento e do céu enevoado.
O rugido do infinito,
O pedregulho descolado.
E se a sua cabeça também explodir com o mau presságio?
Conseguirá entender que foi só um estágio?
Esse sonho não faz sentido algum.
I'll see you on the dark side of the moon.
O lunático está na minha cabeça.
O lunático está na minha cabeça.
O lunático ri, e eu quero que ele desapareça.
Eu o mando embora esperando que ele me desobedeça.
Você ergue a lâmina, e pode fazer a mudança,
O lunático não dança,
O lunático não cansa.
Você tranca a porta e joga a chave fora,
A palavra corta, e sua alma chora.
Há alguém na minha cabeça, que não sou eu,
O lunático encontra, nenhum sentido no eu,
E se a nuvem explodir,
E um trovão desabar no seu ouvido?
Quando se grita e ninguém parece ouvir,
Terá entendido?
E se a sinfonia que você estiver, tocar tons diferentes,
Sem sentido nenhum,
I'll see you on the dark side of the moon.
O lunático está no gramado.
O lunático viaja acordado.
O lunático está no gramado.
O lunático vê tudo nublado.
A fumaça do cigarro?
Ou o sol escondido?
Escuridão no carro,
Do lunático arrependido.
O lunático está no gramado.
E na fumaça viaja acordado.
Rolando em meio suas dores,
Enxergando todas as cores,
Do lunático psicodélico que sou,
Do lunático que não voltou.
O lunático errante permanente,
O lunático pensante indecente,
O lunático que morreu e cinzas virou,
O lunático que entendeu o lunático que sou.
Crônicas dos Imperdoáveis - Imperdoável Número 1.
Dando início aqui em forma de crônica, um projeto que tava muito tempo já na minha cabeça.
"Não.
Você nunca me verá pedir perdão.
Você também nunca me verá desculpar alguém. Você nunca me verá abaixar a cabeça, pra quem quer que seja, pois pra mim, o resto dos seres humanos são simplesmente um bando de vermes que lutam uns com os outros para poder decidir quem morre primeiro.
Você também nunca verá eu me converter para alguma ideia, eu me modificar porque irá fazer outrem feliz (a não ser que seja uma modificação induzida, ou seja, para conseguir o que eu quero, de alguém. O que no meu caso, nem preciso é.), eu ceder por algum ponto de vista, ou uma opinião diferente, eu considerar quaisquer argumentos advindos de outros se não de mim, eu pensar em outra coisa a não ser em mim, e eu absolutamente não lutar até o final pelos meus ideais, convicto de que eles certamente são melhores que os seus. E sou completamente arredio, com meu ego nas alturas. Também, sou tão maior do que você, e faço questão de jogar isso na sua cara sempre que puder.
MUITO CUIDADO para não me ferir. Você não sabe do que eu sou capaz quando alguém tem a ousadia de tentar, e a ínfima possibilidade realizada de conseguir, me machucar. Quando sou ferido, jamais dou trégua. Levo a batalha até o final, até que cada mínimo pedaço do meu oponente seja estraçalhado, queimado, e jogado no vento. Se isso não acontece, pelo menos o desejo de que aconteça é vivo. É palpável até, de tão denso que é. Mas, vamos direto ao que interessa.
Ele estava me chamando. Eu não teria atendido ao chamado deste pirralho mimado, você sabe como eu sou, mas, ele me disse que tinha grandes planos. Disse que ia fazer algo tão grandioso, e que fosse render um entretenimento à longo prazo tão grande que... Bom, estou curioso demais para poder não descobrir o que este moleque está querendo aprontar.
Me levantei então da minha confortável e magnífica poltrona, diante da minha mesa maravilhosa e organizada. Afinal, você vê, sou um homem de negócios. Desci do meu escritório, fui até meu closet, pus meu terno mais caro, pois como você deve imaginar ela estaria lá, e ser elogiado sempre me faz bem. Segui então até a bancada, onde peguei meu celular, pois não ia deixar de realizar meus negócios só por causa do chamado daquele pirralho mimado. Peguei meu anel, de ouro maciço, cravado com pequenos diamantes formando a inicial do meu nome. Essa era a primeira das duas relíquias necessárias para que eu fosse reconhecido por todos, e então, para que todos me mostrassem o devido respeito. A segunda, já estava indo rumo à ela.
Saí da minha luxuosa mansão, que de tão linda agredia a vista de quem passasse por lá. Fui até a garagem, e vi a minha segunda relíquia olhando pra mim. Meu lindo e único Plymouth Barracuda 1970. Ele brilhava de forma impecável, sempre lustrado, num verde vivo e forte, detalhado com um preto brilhoso. Seus bancos de couro foram feitos sob medida de acordo com meu gosto. Heavy Metal é um quesito obrigatório, para mim, e para todos os outros imperdoáveis, que você fique sabendo disso. Mas o som mais lindo que podia existir, era o ronco do seu motor V12, totalmente envenenado e sob medida para meu lindo Barracuda.
Entrei no meu carro, e como de costume, aproveitei o sabor do bom cheio que exalava de cada canto daquele carro antes de mais nada. Dei a partida, e o motor rugia de forma padronizada, e calma. Acelerei o mais suave que pude, e como de costume, o carro voou pra fora da garagem. Você vê, em carros normais, a velocidade é de 10 em 10 quilômetros por hora. No carro dos imperdoáveis não. No carro dos imperdoáveis, a velocidade é de 100 em 100 quilômetros por hora. Por mais distante que a casa daquele imbecilzinho fosse, ou por mais perto que ela pudesse estar, eu preferi andar de carro o quanto mais eu pude, e chegar bem em cima da hora. Foi o que fiz.
Chegando lá, deixei meu carro em seu jardim, e fui até seu encontro. Por mais em cima da hora que pude chegar, fui o primeiro. Pensando melhor, acho que isso pode ter sido uma grande ironia. Lá ele estava, sentado em sua poltrona gigante. Levantou e veio até meu encontro.
"Seja bem-vindo", ele me disse. "Os outros chegarão em alguns instantes. Você foi o primeiro a ser criado, nada mais apropriado que seja também o primeiro a chegar.". Nunca gostei das ironias desse pivete, mas ultimamente ele estava com uma meta de vida, ou de morte, de me irritar até a última gota.
"Por favor, queira me acompanhar até a sala onde nos reuniremos." O acompanhei até uma enorme sala com uma mesa redonda, que estava mais organizada para um jantar do que para uma simples reunião. Todas as cadeiras eram singulares, e logo vi uma que me pareceu um tanto familiar...
"O que significa isso seu moleque insolente?" Perguntei. "Você logo descobrirá, aguarde. Enquanto isso, sente-se no lugar que você já conhece, e está escrito seu nome." Me respondeu com um tom jocoso.
Dirigi-me então até a poltrona onde eu iria sentar, que era exatamente igual a do meu escritório. Sentei me, e por incrível que pareça, a sensação de conforto era tão igual quanto à que jazia imóvel no meu escritório. Olhei os finos talheres com desdém, e os copos com curiosidade. Peguei a taça de vinho que estava cheia em minhas mãos, e cheirei o vinho que ali descansava. Lafitte. Safra de 1787. Era impossível não conhecer aquele vinho. O bastardo era um merda, mas pelo menos bom gosto, admito que ele tenha. Não senti nenhum cheiro além do Lafitte, logo, não tinha nada que não fosse vinho naquela taça. Sendo assim, tomei um bom gole e pus a taça de lado. Olhei os outros lugares vazios e me perguntei que raios que seria tão importante para reunir todos os imperdoáveis em um só lugar. Acontecimento que só houve uma vez em toda a história da existência das coisas. Esperar, era o único jeito de ver.
Olhei então para a plaquinha com meu nome escrito. Peguei-a em minhas mãos, e com letras finas escritas à ouro, li meu nome. Dei um enorme sorriso ao ler o nome mais lindo que existe em todo o universo:
"Não.
Você nunca me verá pedir perdão.
Você também nunca me verá desculpar alguém. Você nunca me verá abaixar a cabeça, pra quem quer que seja, pois pra mim, o resto dos seres humanos são simplesmente um bando de vermes que lutam uns com os outros para poder decidir quem morre primeiro.
Você também nunca verá eu me converter para alguma ideia, eu me modificar porque irá fazer outrem feliz (a não ser que seja uma modificação induzida, ou seja, para conseguir o que eu quero, de alguém. O que no meu caso, nem preciso é.), eu ceder por algum ponto de vista, ou uma opinião diferente, eu considerar quaisquer argumentos advindos de outros se não de mim, eu pensar em outra coisa a não ser em mim, e eu absolutamente não lutar até o final pelos meus ideais, convicto de que eles certamente são melhores que os seus. E sou completamente arredio, com meu ego nas alturas. Também, sou tão maior do que você, e faço questão de jogar isso na sua cara sempre que puder.
MUITO CUIDADO para não me ferir. Você não sabe do que eu sou capaz quando alguém tem a ousadia de tentar, e a ínfima possibilidade realizada de conseguir, me machucar. Quando sou ferido, jamais dou trégua. Levo a batalha até o final, até que cada mínimo pedaço do meu oponente seja estraçalhado, queimado, e jogado no vento. Se isso não acontece, pelo menos o desejo de que aconteça é vivo. É palpável até, de tão denso que é. Mas, vamos direto ao que interessa.
Ele estava me chamando. Eu não teria atendido ao chamado deste pirralho mimado, você sabe como eu sou, mas, ele me disse que tinha grandes planos. Disse que ia fazer algo tão grandioso, e que fosse render um entretenimento à longo prazo tão grande que... Bom, estou curioso demais para poder não descobrir o que este moleque está querendo aprontar.
Me levantei então da minha confortável e magnífica poltrona, diante da minha mesa maravilhosa e organizada. Afinal, você vê, sou um homem de negócios. Desci do meu escritório, fui até meu closet, pus meu terno mais caro, pois como você deve imaginar ela estaria lá, e ser elogiado sempre me faz bem. Segui então até a bancada, onde peguei meu celular, pois não ia deixar de realizar meus negócios só por causa do chamado daquele pirralho mimado. Peguei meu anel, de ouro maciço, cravado com pequenos diamantes formando a inicial do meu nome. Essa era a primeira das duas relíquias necessárias para que eu fosse reconhecido por todos, e então, para que todos me mostrassem o devido respeito. A segunda, já estava indo rumo à ela.
Saí da minha luxuosa mansão, que de tão linda agredia a vista de quem passasse por lá. Fui até a garagem, e vi a minha segunda relíquia olhando pra mim. Meu lindo e único Plymouth Barracuda 1970. Ele brilhava de forma impecável, sempre lustrado, num verde vivo e forte, detalhado com um preto brilhoso. Seus bancos de couro foram feitos sob medida de acordo com meu gosto. Heavy Metal é um quesito obrigatório, para mim, e para todos os outros imperdoáveis, que você fique sabendo disso. Mas o som mais lindo que podia existir, era o ronco do seu motor V12, totalmente envenenado e sob medida para meu lindo Barracuda.
Entrei no meu carro, e como de costume, aproveitei o sabor do bom cheio que exalava de cada canto daquele carro antes de mais nada. Dei a partida, e o motor rugia de forma padronizada, e calma. Acelerei o mais suave que pude, e como de costume, o carro voou pra fora da garagem. Você vê, em carros normais, a velocidade é de 10 em 10 quilômetros por hora. No carro dos imperdoáveis não. No carro dos imperdoáveis, a velocidade é de 100 em 100 quilômetros por hora. Por mais distante que a casa daquele imbecilzinho fosse, ou por mais perto que ela pudesse estar, eu preferi andar de carro o quanto mais eu pude, e chegar bem em cima da hora. Foi o que fiz.
Chegando lá, deixei meu carro em seu jardim, e fui até seu encontro. Por mais em cima da hora que pude chegar, fui o primeiro. Pensando melhor, acho que isso pode ter sido uma grande ironia. Lá ele estava, sentado em sua poltrona gigante. Levantou e veio até meu encontro.
"Seja bem-vindo", ele me disse. "Os outros chegarão em alguns instantes. Você foi o primeiro a ser criado, nada mais apropriado que seja também o primeiro a chegar.". Nunca gostei das ironias desse pivete, mas ultimamente ele estava com uma meta de vida, ou de morte, de me irritar até a última gota.
"Por favor, queira me acompanhar até a sala onde nos reuniremos." O acompanhei até uma enorme sala com uma mesa redonda, que estava mais organizada para um jantar do que para uma simples reunião. Todas as cadeiras eram singulares, e logo vi uma que me pareceu um tanto familiar...
"O que significa isso seu moleque insolente?" Perguntei. "Você logo descobrirá, aguarde. Enquanto isso, sente-se no lugar que você já conhece, e está escrito seu nome." Me respondeu com um tom jocoso.
Dirigi-me então até a poltrona onde eu iria sentar, que era exatamente igual a do meu escritório. Sentei me, e por incrível que pareça, a sensação de conforto era tão igual quanto à que jazia imóvel no meu escritório. Olhei os finos talheres com desdém, e os copos com curiosidade. Peguei a taça de vinho que estava cheia em minhas mãos, e cheirei o vinho que ali descansava. Lafitte. Safra de 1787. Era impossível não conhecer aquele vinho. O bastardo era um merda, mas pelo menos bom gosto, admito que ele tenha. Não senti nenhum cheiro além do Lafitte, logo, não tinha nada que não fosse vinho naquela taça. Sendo assim, tomei um bom gole e pus a taça de lado. Olhei os outros lugares vazios e me perguntei que raios que seria tão importante para reunir todos os imperdoáveis em um só lugar. Acontecimento que só houve uma vez em toda a história da existência das coisas. Esperar, era o único jeito de ver.
Olhei então para a plaquinha com meu nome escrito. Peguei-a em minhas mãos, e com letras finas escritas à ouro, li meu nome. Dei um enorme sorriso ao ler o nome mais lindo que existe em todo o universo:
ORGULHO."
Ghost - Retrato da Vida.
Como tudo que tenho feito é ficar deitado ultimamente, a TV tem se mostrado uma fiel companheira. E sim, hoje eu vi o filme Ghost. Fazia tempos que não via, e mal me lembrava da história. É bom sempre relembrar. Mas, impossível é não querer fazer comparações com a vida real, e tanto menos, deixar de refletir sobre os momentos do filme de um ponto de vista diferente. Algumas coisas me chamaram muito a atenção, e sobre elas fui levado à pensar... Vamos lá:
Não pretendo entrar no mérito que diz respeito ao cerne dos conceitos religiosos, como vida após a morte. Pelo contrário, trarei à você leitor, um diferente ponto de vista sobre a morte, e sobre algumas outras coisas. Um ato normal da Molly, e creio eu de que seja natural para muitas pessoas, foi o dela ter virado e dito ao Sam, antes dele morrer, porque que ele nunca dizia que a amava, ele só a respondia. Ele brilhantemente vira e diz que as pessoas dizem "eu te amo" tanto, com tanta naturalidade, que já não mais ele tem importância, ou então, não recebe importância devida. Verdade, muito verdade. Mas, é bem verdade que o "eu te amo" ainda tem uma importância relevante, mesmo quando dito ao relento. Mas ainda sim, o que eu acho que ele quis dizer, e o que eu entendo, é que, não é necessário que se diga essas três palavras, como se fossem algum tipo de encantamento, para que se prove o valor do sentimento. Também, não é porque elas são ditas repetidas vezes, que não tenham o menor significado. Tudo depende da forma como se é feita, da forma como se é dito. Mas, então o que seria o "eu te amo"?
O "eu te amo", verdadeiro, e não necessariamente nesse formato, não é dizer apenas e simplesmente que você ama a pessoa, e que ela é importante pra você. É admitir para si, que aquela pessoa, aquele sentimento, aqueles momentos, são os mais sinceros possíveis, e são as coisas que tem mais importância pra si, que vem na frente de qualquer coisa. Que aquele amor, que aquela paixão, são os maiores da sua vida e superam todos os outros. Antes que eu me embole, vamos exemplificar:
Pra mim, o "eu te amo" é exatamente isso, só uma frase. Mas, o amar, o sentir, é admitir que o meu sentimento, é maior do que a minha maior paixão, o rock and roll. Pra mim, amar, sentir, é admitir que o meu sentimento tem uma importância, uma significância maior, do que o rock and roll.
E pra você, leitor, o que é "eu te amo"?
Outra coisa que me chamou a atenção, foi a morte. Sim, esse elemento tem-se feito presente na minha vida ultimamente e causado muita curiosidade. Mas, o que é morrer? É simplesmente parar de respirar?
Não. Eu não acho. Mas acho sim que, morte é fim.
Acho que uma pessoa pode morrer muitas vezes em uma mesma vida. Você não acha? O que importa é, como ela renasce. O fim, é o que mata. E dói. Fim do que?
Bom, no caso do filme, foi o fim da materialização do ser dele. Mas não necessariamente o fim dos sentimentos que ele tinha, nem dos pensamentos que ele tinha. Entende?
Mas porque falar da morte? Bom, além da minha simpatia pela mesma, esse detalhe tem certa relevância na minha próxima reflexão, veja:
Toda a situação que o Sam tinha, seus sentimentos, e tudo mais, além do tato, foram-se, junto com o fim da vida material dele, mas mesmo assim, ele conseguiu ter um pequeno, pequeno, pequeno momento de recordação. Quando ele incorpora a Oda, ele conseguiu sentir, uma última vez, a sensação de como é tocar o rosto da Molly, de como é sentir o calor das mãos dela, do calor do abraço que ela dava, até mesmo de como ela dançava.
O interessante é, tudo que ele fez, por esse momento. Você, leitor.
O que faria, se depois do fim, de um fim, ou de qualquer fim, você quisesse tocar nas suas recordações? Você acha que isso é possível? Você faria o que para que isso se tornasse realidade, assim como Sam? Você tem algum fim, ou as reflexões que aqui estão?
Eu tenho o meu.
Não pretendo entrar no mérito que diz respeito ao cerne dos conceitos religiosos, como vida após a morte. Pelo contrário, trarei à você leitor, um diferente ponto de vista sobre a morte, e sobre algumas outras coisas. Um ato normal da Molly, e creio eu de que seja natural para muitas pessoas, foi o dela ter virado e dito ao Sam, antes dele morrer, porque que ele nunca dizia que a amava, ele só a respondia. Ele brilhantemente vira e diz que as pessoas dizem "eu te amo" tanto, com tanta naturalidade, que já não mais ele tem importância, ou então, não recebe importância devida. Verdade, muito verdade. Mas, é bem verdade que o "eu te amo" ainda tem uma importância relevante, mesmo quando dito ao relento. Mas ainda sim, o que eu acho que ele quis dizer, e o que eu entendo, é que, não é necessário que se diga essas três palavras, como se fossem algum tipo de encantamento, para que se prove o valor do sentimento. Também, não é porque elas são ditas repetidas vezes, que não tenham o menor significado. Tudo depende da forma como se é feita, da forma como se é dito. Mas, então o que seria o "eu te amo"?
O "eu te amo", verdadeiro, e não necessariamente nesse formato, não é dizer apenas e simplesmente que você ama a pessoa, e que ela é importante pra você. É admitir para si, que aquela pessoa, aquele sentimento, aqueles momentos, são os mais sinceros possíveis, e são as coisas que tem mais importância pra si, que vem na frente de qualquer coisa. Que aquele amor, que aquela paixão, são os maiores da sua vida e superam todos os outros. Antes que eu me embole, vamos exemplificar:
Pra mim, o "eu te amo" é exatamente isso, só uma frase. Mas, o amar, o sentir, é admitir que o meu sentimento, é maior do que a minha maior paixão, o rock and roll. Pra mim, amar, sentir, é admitir que o meu sentimento tem uma importância, uma significância maior, do que o rock and roll.
E pra você, leitor, o que é "eu te amo"?
Outra coisa que me chamou a atenção, foi a morte. Sim, esse elemento tem-se feito presente na minha vida ultimamente e causado muita curiosidade. Mas, o que é morrer? É simplesmente parar de respirar?
Não. Eu não acho. Mas acho sim que, morte é fim.
Acho que uma pessoa pode morrer muitas vezes em uma mesma vida. Você não acha? O que importa é, como ela renasce. O fim, é o que mata. E dói. Fim do que?
Bom, no caso do filme, foi o fim da materialização do ser dele. Mas não necessariamente o fim dos sentimentos que ele tinha, nem dos pensamentos que ele tinha. Entende?
Mas porque falar da morte? Bom, além da minha simpatia pela mesma, esse detalhe tem certa relevância na minha próxima reflexão, veja:
Toda a situação que o Sam tinha, seus sentimentos, e tudo mais, além do tato, foram-se, junto com o fim da vida material dele, mas mesmo assim, ele conseguiu ter um pequeno, pequeno, pequeno momento de recordação. Quando ele incorpora a Oda, ele conseguiu sentir, uma última vez, a sensação de como é tocar o rosto da Molly, de como é sentir o calor das mãos dela, do calor do abraço que ela dava, até mesmo de como ela dançava.
O interessante é, tudo que ele fez, por esse momento. Você, leitor.
O que faria, se depois do fim, de um fim, ou de qualquer fim, você quisesse tocar nas suas recordações? Você acha que isso é possível? Você faria o que para que isso se tornasse realidade, assim como Sam? Você tem algum fim, ou as reflexões que aqui estão?
Eu tenho o meu.
Silêncio.
Silêncio,
Momento,
Prazer.
Silêncio,
Tormento,
Incertezas do ser.
Silêncio,
Suplício,
Confusão.
Silêncio,
Suicídio,
Solução.
Silêncio,
Esperado,
Eu sabia.
Silêncio,
Magoado,
Terei voz algum dia?
Momento,
Prazer.
Silêncio,
Tormento,
Incertezas do ser.
Silêncio,
Suplício,
Confusão.
Silêncio,
Suicídio,
Solução.
Silêncio,
Esperado,
Eu sabia.
Silêncio,
Magoado,
Terei voz algum dia?
Dosagem
Eu tenho SÉRIOS problemas com dosagem. Seja do que for.
A própria palavra dosagem, já me causa incômodo.
Dosar. Analisar. Medir. Controlar.
Controlar.
Não, eu não sou uma pessoa de muito auto-controle. E acho que de certa forma isso fica exposto através das minhas ações. De que forma? A maldita da dosagem. Não que eu não tenha qualquer tipo de dosagem. Não, não é isso. Apenas o meu senso de dosagem possivelmente é um dos piores desse planeta terra.
Eu não doso a hora de dormir, eu sou apagado.
Eu não doso o meu tempo na internet, eu sou viciado.
Eu não doso meus sentimentos, eu sou retardado.
Eu não doso o meu tempo, esse idiota alucinado.
Eu, não, doso.
É, por mais que isso seja muito prejudicial, eu realmente não doso essas e outras coisas. Mas veja, o não-dosar, pode ser tão bom, quanto ser tão ruim. Não, na verdade, pensando melhor, acho que é totalmente ruim. Ao não dosar o meu tempo na internet, eu me tornei escravo de uma máquina, escravo de uma situação. O excesso de tempo meu na internet, fez com que eu me entregasse ao ócio, e não dosasse muito bem o nível das minhas ações, nem dos meus sentimentos. A internet, esse progresso da humanidade, me arruinou com o passar dos anos, e agora, ela deu seu golpe final. Mas, creio que a partir de agora, eu conseguirei dosar isso muito melhor.
Mas acho que o problema axial é a dosagem dos meus sentimentos. Atrelados ao tempo, ou não. Porque eu até entendo que certas coisas saem do nosso controle, mas não ter controle de jeito nenhum, é terrível.
Eu não consigo dosar, quantidades precisas e exatas de quão rápido eu me envolvo ao conhecer alguma pessoa nova. Meu chapéu pra quem consegue. Eu me aproximo muito rápido de uma pessoa, só não consigo realmente definir pra mim se isso é um problema, ou é uma solução. Acho que fui introspectivo por tanto tempo, que agora ao descobrir minha extroversão, não sei como lidar com ela. É, é possível que seja isso.
O prazer da descoberta, do novo, me faz querer me alimentar mais e mais dessa sensação. Que tipo de sensação é? Hum. Acho que uma sensação de identificação, talvez? Pode ser. Mais que isso. Acho que é a sensação de querer ter pra perto de si, e não se sentir só. Eu odeio me sentir só. Meu chapéu para quem não odeia.
O prazer da descoberta do novo, uno à segurança e fortaleza do antigo, são os ingredientes primordiais na minha insólita receita para a felicidade. Essa receita é singular, e por isso, pode causar estranheza para aqueles que nunca a viram antes. Compreensível. Incompreensível. Não sei, realmente não consigo entender.
Mas, a teoria mais plausível para mim é que o tempo, passado (A segurança do antigo), não se dá bem com o futuro (O prazer da descoberta do novo), tanto que há necessidade do presente, de ficar entre os dois, e apartar essa briga infindável. O presente, acredito, são as minhas ações. Incompreendidas por mim, e pelo passado, elas em muitas vezes rompem com traços da segurança do antigo, para dar espaço ao prazer da descoberta do novo. Isso não é fácil, nem feliz, tão pouco evitável. Porém, como não tenho o menor controle sobre isso, julgo então que seja necessário.
A própria palavra dosagem, já me causa incômodo.
Dosar. Analisar. Medir. Controlar.
Controlar.
Não, eu não sou uma pessoa de muito auto-controle. E acho que de certa forma isso fica exposto através das minhas ações. De que forma? A maldita da dosagem. Não que eu não tenha qualquer tipo de dosagem. Não, não é isso. Apenas o meu senso de dosagem possivelmente é um dos piores desse planeta terra.
Eu não doso a hora de dormir, eu sou apagado.
Eu não doso o meu tempo na internet, eu sou viciado.
Eu não doso meus sentimentos, eu sou retardado.
Eu não doso o meu tempo, esse idiota alucinado.
Eu, não, doso.
É, por mais que isso seja muito prejudicial, eu realmente não doso essas e outras coisas. Mas veja, o não-dosar, pode ser tão bom, quanto ser tão ruim. Não, na verdade, pensando melhor, acho que é totalmente ruim. Ao não dosar o meu tempo na internet, eu me tornei escravo de uma máquina, escravo de uma situação. O excesso de tempo meu na internet, fez com que eu me entregasse ao ócio, e não dosasse muito bem o nível das minhas ações, nem dos meus sentimentos. A internet, esse progresso da humanidade, me arruinou com o passar dos anos, e agora, ela deu seu golpe final. Mas, creio que a partir de agora, eu conseguirei dosar isso muito melhor.
Mas acho que o problema axial é a dosagem dos meus sentimentos. Atrelados ao tempo, ou não. Porque eu até entendo que certas coisas saem do nosso controle, mas não ter controle de jeito nenhum, é terrível.
Eu não consigo dosar, quantidades precisas e exatas de quão rápido eu me envolvo ao conhecer alguma pessoa nova. Meu chapéu pra quem consegue. Eu me aproximo muito rápido de uma pessoa, só não consigo realmente definir pra mim se isso é um problema, ou é uma solução. Acho que fui introspectivo por tanto tempo, que agora ao descobrir minha extroversão, não sei como lidar com ela. É, é possível que seja isso.
O prazer da descoberta, do novo, me faz querer me alimentar mais e mais dessa sensação. Que tipo de sensação é? Hum. Acho que uma sensação de identificação, talvez? Pode ser. Mais que isso. Acho que é a sensação de querer ter pra perto de si, e não se sentir só. Eu odeio me sentir só. Meu chapéu para quem não odeia.
O prazer da descoberta do novo, uno à segurança e fortaleza do antigo, são os ingredientes primordiais na minha insólita receita para a felicidade. Essa receita é singular, e por isso, pode causar estranheza para aqueles que nunca a viram antes. Compreensível. Incompreensível. Não sei, realmente não consigo entender.
Mas, a teoria mais plausível para mim é que o tempo, passado (A segurança do antigo), não se dá bem com o futuro (O prazer da descoberta do novo), tanto que há necessidade do presente, de ficar entre os dois, e apartar essa briga infindável. O presente, acredito, são as minhas ações. Incompreendidas por mim, e pelo passado, elas em muitas vezes rompem com traços da segurança do antigo, para dar espaço ao prazer da descoberta do novo. Isso não é fácil, nem feliz, tão pouco evitável. Porém, como não tenho o menor controle sobre isso, julgo então que seja necessário.
Entre A Vida E A Morte
Eu já vi seus muitos rostos.
Já te vi em muitas ocasiões.
Você me aspira curiosidade,
Você me aspira medo.
Você é definitiva,
Você é incisiva,
Muito misteriosa,
E na maioria das vezes, incompreensível.
Sempre pensei em como agir diante de você,
Mas nunca pensei que você fosse chegar tão perto,
Foram tantas as vezes em que cruzamos o caminho,
E nos perdemos um do outro.
Porque?
Porque você me erra?
É, também acho que ainda não é meu tempo,
E também acho que não devo partir.
Mas eu gostei.
Aproveitei cada segundo desse nosso desencontro,
E todos os caminhos que me levam até você são os mais doces,
Os mais gentis, os mais prazerosos, os mais luxuriosos,
Os mais, viciantes.
Não vou fugir de você,
Pelo contrário, continuo na minha busca incessante pra te alcançar,
Sei que um dia eu chego lá,
E enquanto não chego,
Aproveito demais o caminho do lado de cá.
Mas te espero, meu bem,
Com toda ansiosidade que você me deu quando nasci.
Com a incerteza do momento, em que quase morri.
Às vezes de forma sofrida,
Às vezes com um tanto de sorte,
Não estou falando da vida,
Sim, estou falando da morte.
Já te vi em muitas ocasiões.
Você me aspira curiosidade,
Você me aspira medo.
Você é definitiva,
Você é incisiva,
Muito misteriosa,
E na maioria das vezes, incompreensível.
Sempre pensei em como agir diante de você,
Mas nunca pensei que você fosse chegar tão perto,
Foram tantas as vezes em que cruzamos o caminho,
E nos perdemos um do outro.
Porque?
Porque você me erra?
É, também acho que ainda não é meu tempo,
E também acho que não devo partir.
Mas eu gostei.
Aproveitei cada segundo desse nosso desencontro,
E todos os caminhos que me levam até você são os mais doces,
Os mais gentis, os mais prazerosos, os mais luxuriosos,
Os mais, viciantes.
Não vou fugir de você,
Pelo contrário, continuo na minha busca incessante pra te alcançar,
Sei que um dia eu chego lá,
E enquanto não chego,
Aproveito demais o caminho do lado de cá.
Mas te espero, meu bem,
Com toda ansiosidade que você me deu quando nasci.
Com a incerteza do momento, em que quase morri.
Às vezes de forma sofrida,
Às vezes com um tanto de sorte,
Não estou falando da vida,
Sim, estou falando da morte.
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