Esse jeito Tirello de ser...
Esse jeito Tirello de ser, mostra muito, mas diz pouco.
Mostra muito o que você quer aparentar, diz muito pouco sobre o que você quer que entendam. Mas não se preocupa, porque eu tenho uma boa visão, e sei exatamente o que você é, ou pelo menos, sei exatamente o que você é pra mim.
Confesso que tive medo de você quando te conheci. Você não me pareceu uma das pessoas mais amigáveis desse planeta, e bom, eu sou muito tímido. Sorte minha, eu estar determinado a perder a timidez ao entrar na faculdade.
Não posso dizer de muitas pessoas, que eu goste realmente delas. Entretando, eu gosto realmente de você. Mas, o que realmente é gostar? O que significa gostar?
Significa, que você faz falta no meu dia-a-dia. Significa, que quando eu chego na faculdade e você não vai, você faz uma falta enorme. Significa que eu sinto falta da sua risada, sinto falta de alguém pra chamar de migs. E em tão pouco tempo me orgulho de estar tão perto de você.
Mas será que em tão pouco tempo, é possível que eu tenha desenvolvido um sentimento tão forte e sólido por você?
Sim, claro que sim. E como eu sei que você é minha AMIGA, e não minha colega?
Porque só mesmo eu sendo seu amigo, pra reparar na sua camisa irada que diz "you favorite band sucks", no seu cigas Dunhill, nas suas camisas xadrez, no seu abraço gostoso, característica essa de pessoas que conseguem com certa dificuldade mas com excelente primazia passar o melhor dos sentimentos, o amor de amigo. Também reparo nas suas expressões engraçadas, e sei dizer quando você está triste, com raiva, e feliz. Adoro suas 'expressões do interior', e o modo como você as usa.
Sem falar, que você toca bateria... Mandei um forte 'eu te amo' quando eu li isso pela primeira vez.
Eu não esperava... Não esperava que você fosse esse amor de pessoa. Mas você foi, você é.
Não sei se você queria transparecer isso ou não, mas de uma forma ou de outra, as pessoas que se mostram mais duras, são as mais sensíveis, e as que se dizem mais sensíveis, são as mais duras.
Fui apresentado a uma Lara que não existe. Fui apresentado a uma Lara que era grossa, respondona, rockeira convicta, e fechada num grupo só dela. Uma Lara que não se mostrava amigável, não se mostrava espirituosa, e como eu disse, uma Lara que não existia.
A Lara que eu conheci, foi uma Lara doce, uma Lara frágil, uma Lara que gosta, que é amiga, que dá carinho, que abraça, que curte, que ri, que brinca, que sente raiva quando tem que sentir (afinal, quem não sente), que concorda quando tem que concordar, que discorda quando tem que discordar, mas que está com você até o final, porque o sentimento de lealdade e fidelidade que ela tem são fortes.
São por essas e outras, que você, Lara Tirello, conquistou espaço fixo no meu coração, e está pra nascer, mortal, imortal, um deus que desça do olimpo, pra tirar você de lá. Obrigado por tudo que você já acrescentou na minha vida, por tudo que você ainda vai acrescentar, obrigado pelos momentos que passamos juntos, e pelos que ainda iremos passar.