Ansiedade.

Acredito que ansiedade seja um dos meus maiores problemas.
Não, tenho certeza.
Mas, a ansiedade nunca tinha sido tão violenta.
Porque agora?

Ansiedade é pressa,
Ansiedade é curiosidade,
Ansiedade é idiotice,
Ansiedade é cor,
Ansiedade é dor.

Sim, dor.
Não acho que ansiedade mate,
Mas ansiedade faz mal a saúde.                            (que se foda.).
Parece um soco contínuo,
Por trás do estômago,
É involuntário o declínio,
Do âmago, do meu ser.

Ansiedade anexa ao extremismo,
Ansiedade assim é quase sadomasoquismo,
Ansiedade de não ver e não ter pra onde ir,
Ansiedade de ter e não conseguir,

É querer vomitar, e não conseguir,
É sentir a garganta coçar mas não tossir,
É se sentir num estado permanente de incômodo,
É sentir coceira, mas não se coçar,
É sentir calor mas não se abanar.

É, ansiedade é o maior dos meus problemas.

A Apatia Da Madrugada Sem Fim.

"E lá estava aquele imenso projeto de gente apático como um doente, se revirando nos lençóis já muito tarde da noite. Dor era quase intrínseco ao seu ser, ele estava plenamente acostumado, mas o que ele nunca dantes houvera visto fora a sua materialização. Sim, ela se materializou duas vezes, uma em forma de angústia, que doía em seu peito, e a outra em forma de delírios. Era palpável seu sofrimento, que teve de ser posto no silêncio para que o mundo jamais visse tal absurdo pleno. A lágrima se recusava a cair, mas ele fez força pra expurgar ela e todo o resto de dentro de si, querendo a tranquilidade. Pobre idiota.

Ele se encolheu e fez força com o estômago, a garganta se comprimiu como se quisesse vomitar as cordas vocais, e doía, porque não saía nada. Sentiu o arder das lágrimas pesadas escorrerem como ácido pelo rosto, e atingirem como pedras de toneladas o travesseiro. Sentiu seus músculos se contorcerem, seus dedos se apertarem, seu ombro saltar com o peso do ar que era arrancado à golpes do seu peito, sua visão fora de foco que procurava uma direção mas só encontrava o vazio, e a furiosa sequência de filmes que corriam feito raposas assustadas pela sua cabeça. Cenas. Cenas que ele revivia intensamente naquele momento, com a esperança de expurgá-las pra fora do seu pensamento.

E se fazia perguntas, obviamente, caso contrário, como entenderia o sentido o que procurava? Mas eram perguntas repletas de respostas, problemas repletos de soluções. Eram mentiras repletas de verdades, era ignorância tão palpável que chegava a ser líquida. Ele ignorava o sentido de suas perguntas, ridicularizava seus problemas, e se cegava diante da verdade. 

E as lágrimas jorram pelos seus olhos, agora com vontade, e dor, muita dor, em seu peito, em suas costas, em seu estômago, em todos os lugares que pudessem exprimir músculos dos mais insólitos. E sua visão fora de foco mira o horizonte morto do seu teto, sem conseguir enxergar nada com uma forma precisa, mas ele a vê. Vê sua mão se estender, escuta o canto da sereia, e estica o seu braço pra poder segurar a mão com firme certeza, mas no último segundo, a visão se apaga, e ele cai com força na cama, com seus músculos tão exaustos que pareciam ter feito mil horas ininterruptas de exercícios, sua garganta estava em brasas e doía só de mexer o pescoço, pois a força que fez pra vomitar o silêncio que se acumulava cada vez mais dentro de si o levou à contorções nunca dantes imaginas por ele mesmo, ele queria vomitar, cuspir, jogar pra fora de si aquele silêncio, aquele vazio, aquele vácuo, mas nada saía, e ele tentava incessantemente fazendo força numa esperança débil. Suas lágrimas jorravam como se tivesse ocorrido uma tsunami interna. De água não, mas de fatos, com certeza.

Quando deu-se por vencido, ou estava tão cansado pra se mover - não se lembra - olhou apaticamente o vazio do escuro do qual havia fugido, e ao qual retornou, ironicamente, sem conseguir piscar, e assim permaneceu até ele apagar de exaustão, completamente sem qualquer resquício de energia remanescente em seu organismo. Não se lembra se apagou com os olhos ainda abertos, nem o que restou de seus músculos.

Foi um sonho? Não. Passou por todos estes momentos com todos estes detalhes cheios de precisão, sem tirar nem por. Morreu? Não. 

Acordou."

Goodbye to Friends...

Arrumando meus cadernos, achei uma música, poema, sei lá que raios que era, sobre as pessoas que estavam fazendo mal a mim naquele momento... E é nesse post, que me despeço de vez, de todas elas.

''It's not a big surprise
Your goddamn compromise
To everything but me
Your egomaniac thing.


If you don't feel, can't you just pretend you do?
Your careless words don't heal me at all
You say I must understand,
Instead I'm heading for a free fall


I tried tonight, to leave all on the yesterday
I lied everytime, telling you that it's all ok
Is it really hard to understand?
I want nothing but a careful friend.


You use me to nothing but to laugh,
It kills me to be your servant and you ignore it,
It's a slow death, there's no path, to move on,
So hard to notice you care, can't stand be here wainting for.


I give up, don't wanna know anymore
I'm always you last choice,
Always left behind,
I dont't exist in your thoughts ,
Feel your're fading away,
Yeah, you're fading away.''

Yeah, you fade away and took with you my most precious friend. I shall never see you again, neither, forgive you.

Esse jeito Tirello de ser...

Esse jeito Tirello de ser...

Esse jeito Tirello de ser, mostra muito, mas diz pouco.

Mostra muito o que você quer aparentar, diz muito pouco sobre o que você quer que entendam. Mas não se preocupa, porque eu tenho uma boa visão, e sei exatamente o que você é, ou pelo menos, sei exatamente o que você é pra mim.

Confesso que tive medo de você quando te conheci. Você não me pareceu uma das pessoas mais amigáveis desse planeta, e bom, eu sou muito tímido. Sorte minha, eu estar determinado a perder a timidez ao entrar na faculdade.

Não posso dizer de muitas pessoas, que eu goste realmente delas. Entretando, eu gosto realmente de você. Mas, o que realmente é gostar? O que significa gostar?

Significa, que você faz falta no meu dia-a-dia. Significa, que quando eu chego na faculdade e você não vai, você faz uma falta enorme. Significa que eu sinto falta da sua risada, sinto falta de alguém pra chamar de migs. E em tão pouco tempo me orgulho de estar tão perto de você.

Mas será que em tão pouco tempo, é possível que eu tenha desenvolvido um sentimento tão forte e sólido por você?

Sim, claro que sim. E como eu sei que você é minha AMIGA, e não minha colega?

Porque só mesmo eu sendo seu amigo, pra reparar na sua camisa irada que diz "you favorite band sucks", no seu cigas Dunhill, nas suas camisas xadrez, no seu abraço gostoso, característica essa de pessoas que conseguem com certa dificuldade mas com excelente primazia passar o melhor dos sentimentos, o amor de amigo. Também reparo nas suas expressões engraçadas, e sei dizer quando você está triste, com raiva, e feliz. Adoro suas 'expressões do interior', e o modo como você as usa.
Sem falar, que você toca bateria... Mandei um forte 'eu te amo' quando eu li isso pela primeira vez.

Eu não esperava... Não esperava que você fosse esse amor de pessoa. Mas você foi, você é.
Não sei se você queria transparecer isso ou não, mas de uma forma ou de outra, as pessoas que se mostram mais duras, são as mais sensíveis, e as que se dizem mais sensíveis, são as mais duras.

Fui apresentado a uma Lara que não existe. Fui apresentado a uma Lara que era grossa, respondona, rockeira convicta, e fechada num grupo só dela. Uma Lara que não se mostrava amigável, não se mostrava espirituosa, e como eu disse, uma Lara que não existia.

A Lara que eu conheci, foi uma Lara doce, uma Lara frágil, uma Lara que gosta, que é amiga, que dá carinho, que abraça, que curte, que ri, que brinca, que sente raiva quando tem que sentir (afinal, quem não sente), que concorda quando tem que concordar, que discorda quando tem que discordar, mas que está com você até o final, porque o sentimento de lealdade e fidelidade que ela tem são fortes.

São por essas e outras, que você, Lara Tirello, conquistou espaço fixo no meu coração, e está pra nascer, mortal, imortal, um deus que desça do olimpo, pra tirar você de lá. Obrigado por tudo que você já acrescentou na minha vida, por tudo que você ainda vai acrescentar, obrigado pelos momentos que passamos juntos, e pelos que ainda iremos passar.

Um doce Chá de Miranda.

"Eu estou seriamente muito determinado a não me envolver de forma amorosa com nenhuma pessoa da minha sala." Estabeleci isso pra mim antes de entrar pra UNIRIO.

Confesso que assim que entrei, foi bem difícil manter essa máxima de pé, pois ao olhar a Jade, menina rockeira, linda, e que faz o meu tipo, já tava pensando em mandar tudo pro espaço. Mas ainda bem que foi só por 5 minutos. Depois, enquanto eu não falava com ela, só olhava pra ela de vez em quando, porque hoje em dia é tão raro de ver uma pessoa assim, que quando se vê, dá até orgulho.

E assim eu conheci a Jade. Primeiramente como um rosto bonito, depois como uma pessoa absolutamente fantástica. Eu já tinha certeza de que ela era uma excelente pessoa antes de conhecê-la, mas ao fazê-lo, ela simplesmente excedeu de todas as formas possíveis minhas expectativas.

Ela concorda comigo em quase absolutamente tudo! Somos um par de sedentários, um par de rockeiros que repudiam pagode e funk, somos um par de rockeiros historiadores, e o mais importante, o que agora me orgulho em dizer, somos um par de amigos. Eu me fascino e me encanto a cada minuto que passo ao lado dela conhecendo-a melhor, e escutar suas histórias, como um ouvinte estupefato pela grandiosidade dos seus feitos, é realmente inspirador.

Me disseram uma vez que ela não gostava de receber abraços... E isso é uma grande mentira. O abraço da Jade é bom, pelo menos pra mim, que sou o dobro do tamanho dela, porque é um abraço que dou uma volta com meus braços em volta dela, e ela abraça de volta, acreditem vocês ou não.

O fato não é dela gostar ou não das mesmas coisas que eu, isso não é um fato, é um fator que faz meu sentimento por ela só crescer com o passar dos segundos. Ela é o que ela é, porque ela é, e como ela é. Isso, meus caros, essa originalidade, essa simpatia, uma certa timidez, um carisma enorme e uma doce personalidade, fazem de Jade Miranda, hoje uma das pessoas mais queridas por mim. Obrigado Jade, por você ser essa pessoa que você é, por você ser tão excelente como você é, por você ser essa amiga excepcional, e por mais que tenha sido pouco tempo de convivência, eu garanto a você que a sua presença é uma constante permanente na minha vida daqui pra frente. Eu tô com você, mesmo impresencialmente, pro que você precisar.