Os Normais Não Me Representam.

Viva a auto-afirmação da anormalidade!
Porque se for para viver num mundo sem cores,
De incrível e engessada formalidade,
Prefiro os caminhos todos tortos e algumas dores.

Celebremos a diferença!
Celebremos os olhares tortos,
A descrença,
A não-aceitação por não ser tão banal quanto eles.

Celebremos então o verdadeiro amor!
Só quem enxerga com olhos desvendados,
Experimenta o calor,
De suspiros e corpos entrelaçados.

Viva a estranheza,
Que num mundo de iguais,
Supere a esperteza,
De sermos felizes sendo banais.

Viva o ócio,
Viva o tédio,
Um viva para tudo o que viva,
E que pulse,
E que pense,
Que grite,
Que cale,
Que grite mais uma vez,
E silencie,
E pulse,
E tenha o vermelho do sangue correndo com pressa pra lá e pra cá.

Não sou daqueles que desistem, estou junto com os que tentam,
Viva a anormalidade, os normais não me representam.

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