Como tudo que tenho feito é ficar deitado ultimamente, a TV tem se mostrado uma fiel companheira. E sim, hoje eu vi o filme Ghost. Fazia tempos que não via, e mal me lembrava da história. É bom sempre relembrar. Mas, impossível é não querer fazer comparações com a vida real, e tanto menos, deixar de refletir sobre os momentos do filme de um ponto de vista diferente. Algumas coisas me chamaram muito a atenção, e sobre elas fui levado à pensar... Vamos lá:
Não pretendo entrar no mérito que diz respeito ao cerne dos conceitos religiosos, como vida após a morte. Pelo contrário, trarei à você leitor, um diferente ponto de vista sobre a morte, e sobre algumas outras coisas. Um ato normal da Molly, e creio eu de que seja natural para muitas pessoas, foi o dela ter virado e dito ao Sam, antes dele morrer, porque que ele nunca dizia que a amava, ele só a respondia. Ele brilhantemente vira e diz que as pessoas dizem "eu te amo" tanto, com tanta naturalidade, que já não mais ele tem importância, ou então, não recebe importância devida. Verdade, muito verdade. Mas, é bem verdade que o "eu te amo" ainda tem uma importância relevante, mesmo quando dito ao relento. Mas ainda sim, o que eu acho que ele quis dizer, e o que eu entendo, é que, não é necessário que se diga essas três palavras, como se fossem algum tipo de encantamento, para que se prove o valor do sentimento. Também, não é porque elas são ditas repetidas vezes, que não tenham o menor significado. Tudo depende da forma como se é feita, da forma como se é dito. Mas, então o que seria o "eu te amo"?
O "eu te amo", verdadeiro, e não necessariamente nesse formato, não é dizer apenas e simplesmente que você ama a pessoa, e que ela é importante pra você. É admitir para si, que aquela pessoa, aquele sentimento, aqueles momentos, são os mais sinceros possíveis, e são as coisas que tem mais importância pra si, que vem na frente de qualquer coisa. Que aquele amor, que aquela paixão, são os maiores da sua vida e superam todos os outros. Antes que eu me embole, vamos exemplificar:
Pra mim, o "eu te amo" é exatamente isso, só uma frase. Mas, o amar, o sentir, é admitir que o meu sentimento, é maior do que a minha maior paixão, o rock and roll. Pra mim, amar, sentir, é admitir que o meu sentimento tem uma importância, uma significância maior, do que o rock and roll.
E pra você, leitor, o que é "eu te amo"?
Outra coisa que me chamou a atenção, foi a morte. Sim, esse elemento tem-se feito presente na minha vida ultimamente e causado muita curiosidade. Mas, o que é morrer? É simplesmente parar de respirar?
Não. Eu não acho. Mas acho sim que, morte é fim.
Acho que uma pessoa pode morrer muitas vezes em uma mesma vida. Você não acha? O que importa é, como ela renasce. O fim, é o que mata. E dói. Fim do que?
Bom, no caso do filme, foi o fim da materialização do ser dele. Mas não necessariamente o fim dos sentimentos que ele tinha, nem dos pensamentos que ele tinha. Entende?
Mas porque falar da morte? Bom, além da minha simpatia pela mesma, esse detalhe tem certa relevância na minha próxima reflexão, veja:
Toda a situação que o Sam tinha, seus sentimentos, e tudo mais, além do tato, foram-se, junto com o fim da vida material dele, mas mesmo assim, ele conseguiu ter um pequeno, pequeno, pequeno momento de recordação. Quando ele incorpora a Oda, ele conseguiu sentir, uma última vez, a sensação de como é tocar o rosto da Molly, de como é sentir o calor das mãos dela, do calor do abraço que ela dava, até mesmo de como ela dançava.
O interessante é, tudo que ele fez, por esse momento. Você, leitor.
O que faria, se depois do fim, de um fim, ou de qualquer fim, você quisesse tocar nas suas recordações? Você acha que isso é possível? Você faria o que para que isso se tornasse realidade, assim como Sam? Você tem algum fim, ou as reflexões que aqui estão?
Eu tenho o meu.
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