O Livro.


Sempre tive grande curiosidade por grandes histórias.
Tenho gosto pelos pequenos detalhes,
Histórias minuciosas,
Em grandes mundos feitos de entalhes.

Encontramo-nos por acaso, eu e o livro,
Ele, sem saber que eu apreciava tanto seu conteúdo,
Eu, contudo, sem saber que sua leitura seria tão intensa,
Que aprenderia alguma coisa pro que vivo.

O início foi incendiário,
Queimava de ansiedade por entender a estória,
Um começo extraordinário,
Por ter encontrado o livro me sentia cheio de glória.

Ora, como não haveria de ser,
Minha leitura era rápida e voraz,
Se eu estava certo do que queria ler,
Como não querer ler mais?

O livro tinha cara de ser perfeito,
As páginas pareciam ter tanto pra se entender,
Porém em todo seu conteúdo sem defeito,
Havia algo que não queria ler.

Já no meio do conto,
O rumo do livro mudou,
Eu já não entendia do começo da frase até o ponto,
E do início, o que ficou?

Uma tristeza eminente,
A estória terminou
Envolvido na trama e contente,
Com coisa ainda pra ler, não posso dizer que acabou.

A estória terminou, mas o livro não,
O resto das palavras eu apenas leria,
De todo sentido o que entendi foi a confusão,
Jurei não esmorecer, que aquele livro eu terminaria.

Por quê?
Não sei... E quem há de entender?
Mas me diga de novo, porque há de haver um por quê?

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