De onde vem a inspiração para os grandes compositores?
Deles eu não sei, mas a minha vem de ti.
Tão forte quanto à dos grandes compositores de música clássica romântica.
Mas certamente mesmo os grandes compositores,
Não saberiam descrever com sons as minhas sensações,
Ao entrar em contato com minha fonte de inspiração.
Bach se amedrontaria diante a algo tão forte,
E de sua Toccata e Fuga, só restaria a última parte.
Beethoven não conseguiria fazer uma dedicatória à altura,
Deixe-o então somente com a dedicatória para Elise.
Handel em toda sua alegria para o mundo,
Não sabe o que é olhar em tão profundos olhos,
Tal como Grieg conseguiria retratar em sua manhã ,
A profusão dentro de mim ao encontrá-la,
Embora seja algo semelhante, começando singelamente quieto,
Depois irrompendo-se numa maré indefinida de alegria que corre para todos os lados.
Certa ansiedade se encontra em Holst, nos concertos dedicados à São Paulo,
Mas nada que compreenda minutos finais antes de eu te ver.
Nem com todo o alcance vocal de Pavarotti ou Andrea Bocceli,
Seria possível gritar tão quietamente como faço,
Que meu espírito se encontra tranquilo perto do teu.
E nem Gardel, por uma cabeça, ou duas, ou infinitas,
Arderia tanto num tango tão passional como eu no calor dos teus lábios,
Nem haveria eu de ver alguém com sorte tão semelhante a minha de te ter,
Algo que a Carmina Burana de Orff certamente se contorceria de inveja.
Jamais pudera alguém em pleno silêncio admirar tanta beleza,
E se surpreender por encontrar cada vez mais, a cada novo olhar,
Algo que nem Vivaldi foi capaz de contemplar em todas as suas quatro estações.
Algo tão intenso que não se compare com seu verão,
Algo tão sereno que não seja seu outono,
Algo tão completo que não fosse tão rápido quanto seu inverno,
E certamente um sorriso tão lindo que ofusque toda a beleza de sua primavera.
E é crescente, meu espanto pela tua singularidade,
Em cada curva uma nova admiração,
Coisas tão admiráveis que Strauss jamais vira em seu Danúbio azul.
É tão bom relaxar ao som de uma voz tão doce,
Que as óperas de Bizet sempre quiseram alcançar.
Não é algo compreensível nem para Mozart, o maior dentre os maiores,
Que nem em todas as suas sinfonias, cantatas, operetas, concertos e um requiem,
Nem com toda a sua genialidade,
Foi capaz de compreender,
A mesma sensação extasiante que é estar contigo,
A mesma que nem Ennio Morricone sequer chegou perto.
E tudo isso, no silêncio de uma fração de cada segundo quando estou contigo.
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