No sopro etéreo do vento que respirei,
A tua voz em meio à tanto barulho eu ouvi,
E com meu espírito perdido, ao teu lado me encontrei.
Seus pensamentos inteligíveis,
As verdades em fracos alicerces, inabaláveis,
Momentos incríveis,
das fragilidades efêmeras do tempo, impensáveis.
Porque se ater ao óbvio da utopia?
As possibilidades se estendem à sua frente,
Grite pra mim, que você me amaria,
Vem, que em meio ao êxtase e prazer a gente se entende.
Você insiste em ir só até,
O que você acha que quer,
Mas não se preocupe com os outros,
Porque o que não foi não é.
Se não te tenho, chuva trovão,
Se te quero, é como ar,
Se puderes, dê-me apenas sua mão,
E meu insensato coração, venha acalmar.
Sussurre no meu ouvido e me diz,
Tudo o que eu quero ouvir,
E me explica, o que foi que fiz,
Sem que entenda o que já entendi.
Em meio à multidão fecho meus olhos pra te encontrar,
De tantos rostos, o seu é o que quero afagar,
De todos os corpos, o seu é o que quero abraçar,
E de todos os lábios do mundo, os seus são os únicos que eu quero beijar.
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