Solidão é,
O desespero ardente,
O ardor intrínseco,
Do eu inconsequente.
Solidão é,
Cegueira no claro,
Enxergar todos e não ver ninguém,
Desespero do sem cheiro no faro.
Solidão é,
Desesperança,
Desentendimento,
Do coração que se cansa.
Quisera eu parar o mundo com as mãos,
Sacudi-lo com vigor,
Abalar todos os cidadãos,
Gritar pra tudo e pra todos que tenho amor.
Ao invés,
Olho apático pela janela morta, o vivo,
Percorro muitos caminhos por um só viés,
Pra chegar na estante torta, e por o livro.
O mundo gira,
O olho mira,
A sala, meu quarto minha vida gira,
O cérebro, pira.
De joelhos e com lágrimas no rosto,
Ao ouvido vem o sussurro,
Do disposto,
Por levar o meu murro.
E o quão gigante ele é,
É o quanto ele consegue aguentar,
Pode ir até,
Onde o universo continuar.
Pro seu desequilíbrio, minha mão,
Pro seu desespero, meu abraço,
Pra sua solidão, meu coração,
Pra confusão, o laço,
Pra todo o mal, a salvação.
Conte comigo nesse estado,
Como conta com o ar que respira pra viver,
Conte comigo ao seu lado,
Pra quando cair em meus braços eu te receber.
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