O trago percorre o caminho tortuoso,
Não sabe se é a fumaça,
Ou se é parte do espírito que passa,
Girando, torcendo, andando formoso.
O pensamento corre pra lá e pra cá,
Dúvidas, questões,
Suposições, no final, confusões,
Aquele que é confuso desde já.
Os olhos ele fecha,
O cheiro de baunilha ainda no ar,
Os entreabre em uma brecha,
Pra ver nas sombras a fumaça dançar.
Ele corre, corre, corre, querendo chegar,
Ele pula, cai,
Olha pra todos os lados e não vê ninguém,
Desperta, ofegante, mas sem ao menos sair do lugar.
Decisões que se encontram na bifurcação à frente,
Se nada agora pode fazer, ele só nada,
Segue contra a corrente,
Em meio à todo esse mar de gente.
Mas como tudo perceber?
Como dar conta do recado?
Vendo a fumaça desaparecer,
Nas sombras do fumo queimado.
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