Um lapso aconteceu.
Em dias perdi as palavras,
Em dias perdi os versos,
Em dias a rima se foi,
Em dias me despedi da minha métrica.
Mas... Pra que preciso de palavras?
Pra que preciso de versos?
Com um olhar eu entendi,
O que era pra ser dito, ou o que era pra ser feito.
E disse, e fiz.
Não há muito que se possa falar sobre,
Não há muito também que se possa pensar sobre,
Há, porém, a efêmera lembrança,
De recortes de momentos,
E então revivê-los em pequenas porções,
Um a um, assim como os detalhes.
Os olhos fechados,
A respiração,
Os corpos colados,
O toque no rosto,
O doce som da voz,
O abraço,
E tudo que me ocorre em flashes.
Conclusão: Os versos se foram,
Mas novos textos e novas formas anseiam,
Por uma escrita, por uma expressão.
Assim como eu, insensato inexperiente,
Proseador prático,
Anseio a repetição de tudo isso.
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