Ele senta sozinho,
E sente o vento cortar o rosto na fria, fria manhã,
O vento faz voar seu cabelo, e o horizonte é o caminho,
Já não sabe mais se quer um amanhã.
Na verdade, ele quer chegar.
Ele quer tanto o amanhã iluminado,
Que no escuro cansa de vagar,
Ele quer o amanhã perfeito, ao teu lado.
Ao teu lado, Quem?
Ele promete, ele jura,
Corre, corre e procura,
Mas não acha ninguém.
Como ter certeza de que você está lá?
Ele não tem.
Então o problema bate à porta.
Como saber que ela existe?
Como encarar a verdade meio torta?
Ele procura não pensar em uma resolução triste.
Ele sonha com borrões,
Em crises de vertigem, ilusões,
Sonha com a descoberta de segredos ocultos,
Sonha no corre-corre dos vultos.
Ele não sabe quem é quem,
Só sabe que ela está lá esperando-o,
Mesmo com os vultos o vai e vem,
Então ele decide continuar procurando.
Mas sabe que não há verdade,
Em meio a tantos lençóis,
Conhece toda a dificuldade,
De chegar perto através dos seus caracóis.
Mas não tem mais medo, não.
O frio da manhã congelou também o seu coração,
Agora é só achar o calor da chama,
Gerado por nossos corpos em cima da cama.
Até lá, te espero,
Com ou sem você.
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