Lágrimas e Chuva.

Que saudade da poesia métrica,
Ainda mais arranjada deste modo,
Palavras de origem tétrica,
Escorrem correndo logo.

Porque procurar a perfeição?
Ela não existe, já deveria ter me conformado,
Então porque a desolação,
Em descobrir que fui enganado?

E eu que sempre gostei de jogar,
Nunca achei que fosse perder,
Nesse jogo que não sei apostar,
Nesse jogo que não consigo entender.

Lágrimas e chuva,
Molham meu rosto e a janela,
Minha colcha monta a estufa,
E meu pensamento para nela.

A centelha de fogo nem teve oportunidade,
De mostrar o que é,
Porque a maldade,
Com alguém que te quer?

Acho que é o que tinha que ser,
As estradas da vida,
Separando com o acontecer,
O que resta, é a memória esquecida.

E peço que esqueça,
O carinho que foi dado,
E peço que permaneça,
Morta no passado.

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