E se eu for o primeiro a prever,

E poder desistir do que for dar errado?

Não sei. Eu já nem sei dizer ao certo o que sou,
Flashes, lasers, luzes psicodelismo acelerado,
Já nem sei por qual caminho eu vou,
Eu sigo, atordoado.

O moço cambaleia pela estrada,
A garrafa de uísque nas mãos,
Aparência rude e maltratada,
Despertos, desesperados cidadãos.

O moço vai,
Sem saber aonde ir,
Trôpego, cai,
E vê o vermelho vivo de seu sangue se esvair.

Se esvai o vermelho no barro,
Nos olhos o seco da poeira,
Não permite que se apague o cigarro,
Anda o moço sem eira nem beira.

O moço sempre andara pela mesma estrada,
De terra batida,
Às vezes lama ensopada,
A estrada do chão de sonhos e imagens esquecidas.

Entretanto, o moço se depara com a novidade,
Trêbado, cambaleante, e fedendo a fumaça,
Não sabe ao certo se é solução ou adversidade,
Queria pedir ajuda ao primeiro que passa,
Mas ninguém concede essa graça,
Esse caminho é só teu, moço.

A placa turva e riscada ele lê,
Para esquerda a incerteza,
Para direita a certeza de não ter nenhuma certeza,
Olha pros dois caminhos mas não sabe o que vê.

O tapa no ombro sente com certa dificuldade,
Olha pra trás e o velho encontra,
Oh maravilhosa perplexidade,
Pro caminho que ele segue moço, ele velho vem contra.

O moço pergunta que caminho seguir,
O velho se lembra que moço não sabia onde ir,
E o tempo corre feito laço querendo dar nó,
O tempo corre pros dois eles e ele só.

O velho já sabe o que vem pelo alto e no fundo do poço,
Mas ficam parados olhando a placa que divide os dois caminhos,
Dois dois estão juntos mas nunca foram tão sozinhos,
Não sabem o que fazer, o velho e o moço.

Esperam pra ver.

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